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sexta-feira, 29 de julho de 2011

No Livreto da Auto-Escola (1957)


Essa é uma colaboração do nosso amigo scooterista Edgar, de Jacareí (SP). Trata-se de um anúncio do Posto de Serviço Jodora publicado em um livreto de auto-escola de 1957.  Nele diz: "Jodora mantém o único Posto de Serviço exclusivo e especializado em Lambretta de São Paulo. Mecânicos treinados na fábrica Lambretta em Milão dão completa assistência técnica à sua Lambretta..." A Jodora ficava na rua Albuquerque Lins, região da Santa Cecília/Higienópolis.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Relíquia & Mosca Branca

Aqui as relíquias do nosso gosto na tradicional exposição que acontece em todo início de julho no Pateo do Collegio, em São Paulo.


Nesse ano passaram pelo evento e arredores dezenas de motonetas, foi uma oportunidade e tanto para encontrar o pessoal. Chegamos as 10h e saímos às 11h40 para um giro pela cidade. Do evento destaco a grande raridade internacional: uma Lambretta 125 M (Série A), fabricada na Itália em outubro de 1947, a primeira comercializada pela Innocenti. Detalhe para o exclusivo pneu de Aro 7'. Já a mosca branca ao lado, a elegante Vespa 125 Primavera, foi montada pela B.Forte em 1978 ainda com pneus de Aro 8'.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Os Anos em Dourados (1978)


Olha como ele ia pra escola! Essa foto é do (hoje) vespista Emerson Mestrinelli. Foi feita em 1978, em Dourados (MS), cidade de nascença do amigo. A Vespa é uma Super 150 zero km, e a cor dela é original: "Foi comprada numa loja que se chamava Protepar. A placa que recebeu, ainda amarela, era FA-251. Alguns anos depois, mudamos para Campo Mourão/PR, e mais ou menos em 1984, quando eu tinha uns 11 anos e comecei querer pilotar, meu pai vendeu a Vespa.  Infelizmente, meu pai vendeu para um cidadão que tinha dois filhos que disputavam qual tinha menos juízo. Apesar da cidade ser pequena, pouco tempo depois deixei de vê-la pelas ruas."

domingo, 24 de julho de 2011

A Vespa de Esmaga Sapo


Essa é uma colaboração do blogueiro Sr. Nunes Cordeiro, que tem um blog muito legal sobre a história da Vila Albertina, no Tremembé, zona norte de São Paulo. Na foto está o imigrante português Ricardo Santos Macedo em uma Vespa (M3 ou M4 ?) e os garotos Valdir e Mário na Rua Maestro Bortolucci. Não sabemos qual é o ano da foto, provavelmente é de meados dos 70. Contou-me o Sr.Nunes: "O Sr Ricardo, ainda é vivo, e apesar da idade, ainda anda de vespa/lambretta; É um fanático".

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Viagem ao Encontro de Jaguariúna

No último domingo nos reunimos no Largo do Arouche, em São Paulo, para um giro de quase 300 kms. Fomos e voltamos tranquilamente, numa bateria intensa e quase que sem pausas. Os vespistas: Emerson, Artur, Haine, Fidelis, Reginaldo & Rose, Leonardo & Claudia, e por um breve trecho da volta com o veterano Marcelo, que pegaria o caminho de Salto (SP).


Na saída me surpreendi com a presença de três ou quatro motocicletas/scooters japonesas. Chamei a atenção dos proprietários desses veículos pois nossos comboios são fechados somente para Vespas e Lambrettas, e que caso eles quisessem realizar a viagem deveriam manter uma certa distância do nosso grupo. Não viajamos porque gostamos de viajar, viajamos porque queremos desfrutar da nossa moto e dos amigos que gostam e investem nela, e momentos como esses não são comuns para nós. Daí aquele que não é dos nossos, quase sempre confunde e distrai a nossa brisa.
No início da Rodovia Anhanguera completamos os tanques, calibramos e seguimos viagem, num ritmo permanente de 80 km/h. A manhã estava deliciosa, o sol era generoso e de fato o clima em nada se assemelhava ao velho conhecido inverno. Claudia, da garupa da Super 150 fazia os registros da primeira viagem dela e do Leo Russo com uma motoneta de época. Dali em diante a os motores não pararam sequer uma única vez. Atentos e calmos passamos por fora de Campinas e Amparo e em cerca de duas horas já entrávamos em Jaguariúna. No evento havia um espaço destinado às motonetas, na Praça da antiga Estação de Jaguariúna, inclusive mais próximo dos carros clássicos e em meio aos stands de peças, revistas e antiguidades. Havia ali uma bela M4 prateada e a Xispa do Marmirolli. Ouvimos nos auto-falantes o locutor anunciar a chegada da Scooteria Paulista. (Logo mais viria o Maurício com sua M3 "200cc", com motor de PX200 e garfo adaptado para as rodas de aro 10). Dali o seu Artur e o Haine sairiam com seus camaradas para almoçar, e nos encontraríamos novamente só depois do lanche. Subimos para uma chopperia acima da estação, o Emerson, o Leo Russo, a Claudia, o Reginaldo, a Rose, eu (Fidelis) e o Sena. Foram três horas de prosa, idéias e bons pratos coletivos. Pelas 15h voltamos ao evento e encontramos por lá o Poló, vindo de Sorocaba com sua mezzo Xispa mezzo motocicleta. Antes de ligarmos nossas Vespas eis que passa por ali nada mais nada menos que Carlos Miranda, o Vigilante Rodoviário. Chamei-o para uma foto conosco, atrás das nossas Vespas, e ele topou no ato. Um prazer imenso revê-lo, já que na edição anterior do mesmo evento ele estava lá, quando levamos uma prosa sobre Lambrettas, o Lobo e a série O Vigilante Rodoviário. 



Leo e Claudia (Super 150) + Haine (PX200)
Então seguimos rumo a São Paulo. Maurício partiu conosco, no momento estávamos em 7 Vespas. Mantivemos o mesmo ritmo da ida. Em menos de uma hora o Marcelo tomaria o rumo para Salto, e adiante o Reginaldo e a Rose dobrariam para Amparo, ao encontro de um velho amigo deles. Fizemos então o percurso final em cinco Vespas, e diga-se de passagem, a Super 150 do Leonardo teve um exímio desempenho na estrada. Depois de uma breve pausa num posto pelo caminho, fechamos mais uma hora e pouco de estrada, em meio ao forte ritmo do fim de tarde. O Sr. Artur e o Haine entraram no Rodoanel, o caminho mais curto para Taboão. Emerson, Leo com a Claudia, e eu, chegaríamos em questão de minutos na capital. E findado o giro domingueiro, pelas 19h arrastei os soldados para uma festa do Julião Barata no centro velho da capital. Julião é um velho amigo meu, e pelo fato do mundo ser sempre pequeno entre amigos, descobrimos, amigos em comum naquela festa e que todos eles frequentaram um antigo estúdio de música e shows que o aniversariante Julião e eu tivemos há anos atrás na Rua Pamplona. O que explica mais uma vez a Teoria dos 7 Graus.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Nota Fiscal da Piazzeta (1986)


Essa é a nota fiscal de compra de uma Vespa PX200 emitida em 1986, na Piazzeta, extinta concessionária do bairro de Indianópolis, São Paulo. Notem que além do nome, o logotipo da loja também fazia referência à Vespa, naquele ano em que se iniciara o "boom" dos modelos PX por aqui, fabricado pela Motovespa do Brasil. A Vespa zerada foi vendida em 1986 por CZ$ 24.133,00 (Cruzados), equivalente em 2011 à quantia de R$ 12.335,00 (Reais). Hoje a Vespa está com o nosso amigo Nei, rodando pelas ruas e rodovias.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

VII Encontro de Jaguariúna... com Vespas e Lambrettas


Nesse fim de semana acontecerá o VII Encontro dos Amigos do Carro Antigo de Jaguariúna. Tradicionalmente o J.R.Marmirolli reserva um espaço para as Lambrettas, Vespas, Bicicletas e Motos Clássicas. Domingo dia 17 será o nosso dia. Estivemos lá no ano passado, e iremos novamente. Convidamos a todos os scooteristas para essa viagem.

Saída: Largo do Arouche, São Paulo.
Horário: 7h30 (dia 12.Julho)
Distância: 130 kms ida.
Percurso: Rod. dos Bandeirantes - Rod.Anhanguera - Rod. Dom Pedro I - Rod. Gov.Adhemar P.de Barros - Rod.João Beira. (aberto a sugestões)

Volta prevista para às 14h30.

Somente Vespas e Lambrettas!!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

FESTA SURPRESA AOS ANOS DO TIÃO

Ontem, domingo, o nosso amigo e mecânico Tião completou 61 anos de vida. Ele nasceu em á Minas, e há décadas está na Avenida Sapopemba, nas proximidades da Barreira Grande. Tião é muito querido pelos scooterboys do subúrbio da zona leste de São Paulo, que dessa vez se reuniram para prestar-lhe uma homenagem. A gente não sabia, mas aí ele falou que foi a primeira festa de aniversário que teve. Oliver, Andréia, China, muito obrigado pela atitude. Parabéns Tião, que venha muitas décadas mais de Vespas e Lambrettas pra você. São os votos do Oliver, Andreia, China, Adriano, Simone, Much, Nei, Tati, Koré, Cris, Fidelis, Lincoln, Isbu, Érica, amigos de trabalho e crianças.
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domingo, 3 de julho de 2011

Da Viagem ao Encontro Paulista de Águas de Lindóia #2

A nossa segunda viagem para o tradicional encontro de Águas de Lindóia foi sensacional. Chegávamos rodando em 12 Vespas, uma experiência incrível.


Subimos com o Uitamar a pé para onde estava o stand do lambreteiro Marmirolli, com diversas peças usadas e artigos de motonetas e bicicletas. Depois de um giro de meia hora paramos no refeitório do evento, sob uma enorme lona rodeada pro quiosques lotados. Tivemos pouco tempo ali para uma conversa mais prolongada. Em breve chegariam também nossos amigos, o Koré e a Cris, trazendo com eles a turma dos motociclistas que nos receberam a semanas atrás em Poços de Caldas (MG). O Koré chegava com a camiseta juventina do III São Anivespaulo, certamente a mais bonita já vista naquele evento...hehehe. O tempo era curto para tantas curiosidades. O Walter, o Eder e o Edgard saíram evento adentro para fazer fotos. O Much e eu (Fidelis) subimos à procura do stand no qual o Rogê trabalhava. Ali com ele e sua família tomamos um chopp e proseamos mais um pouco. E eis que ouço o locutor do evento anunciar a chegada da Scooteria Paulista, os vespistas que vieram de São Paulo, Jacareí, Campinas, Taboão da Serra e Cotia.


Passamos no máximo três horas por lá, era o nosso limite. No semáforo seguinte o Daniel Isbu e o Much dispararam na frente e se perderam de nós. Todavia não percebemos isso a tempo pois o trânsito era confuso. Minutos depois, ao sairmos da cidade, refiz a contagem do comboio em movimento e dei falta. Era dia mas o sol sumia, e faltavam três de nós. O seu Artur chegaria em um minuto. Liguei para o Isbu, ele estava logo atrás também, mas sem o Much. Aonde estaria ele? Much não atendia ao telefone e ninguém o via desde os últimos quarteirões de Águas de Lindóia. Depois de dez minutos finalmente atenderia. Havia se perdido de fato e na dúvida decidiu tomar o mesmo caminho da vinda, rumo a cidade de Socorro, quando já estava acertado de voltarmos pelo caminho manjado do Isbu, nas estreitas estradas depois de Serra Negra e que leva até Amparo. Podíamos esperar pelo Much mas ele preferia seguir pelo menos até Bragança Paulista, pois tinha enrolado o cabo e estava longe. Chateados pela falta do amigo solitário em outra estrada, seguimos em 11 Vespas. Em Serra Negra entramos num congestionamento de um ou dois quilômetros. Nós passamos, o carro de apoio ficou. Paramos então num posto de gasolina e esperamos o carro por mais vinte minutos. Tempo de sobra para combustível, café e cigarros. Então iniciamos de fato a viagem, em ritmo forte no estreito montanhoso da Rod. Eng. Constâncio Cintra. Não tardaria para o dia apagar e para as moscas sairem pra comer. O cheiro do mato e o sol se pondo à frente tornava a viagem uma contemplação em todos os sentidos. Depois de Amparo, na Rod.Benevenuto Moretto, o sol dera adeus. E não só o sol como também o Flávio, seu Artur e o Lowercy com a Alda. Ambos pegariam ali o caminho mais próximo da rota de casa, a continuação da Rod.Engenheiro Constâncio Cintra, que levaria à Dom Pedro I, de onde o Flávio seguiria para Campinas, e de onde o seu Artur com o Lowercy e a Alda seguiriam até o Rodoanel rumo a Taboão e Cotia. Nós tínhamos o dever de procurar o Much em Bragança Paulista, e seguimos em frente. A partir daquele momento demos uma puxada no comboio, visto que estávamos em 8 Vespas por uma estrada bastante calma. Walter pediu para diminuirmos o ritmo por causa da vista debilitada. E foi bom! Até Tuiuti, quando a sua Vespa parou de funcionar. Encostamos no portal da cidade e esperamos por ele, conduzido pelos pés do Edgar e do Eder. O Walter bravo com sua motoneta chegou dizendo “pessoal a minha Vespa parou, dependendo do que for eu vou encostar ela num sítio qualquer e volto na garupa do Eder ou do Edgar até Jacareí. Já é de noite e se vocês quiserem ir embora buscar o Much, vão tranquilamente, não se importem pois aqui a gente dá um jeito”. De pronto ninguém de nós aceitou a sua sugestão: “estamos juntos, e ficaremos”.


E ali naquele trevo, no quachar dos sapos e no picar das moscas, naquela primeira noite do inverno, desligamos os motores e abrimos um longo sorriso, todos. O Walter sacou a tampa do cofre e o Edgar puxou pra fora o gicle. E uma simples olhada contra a luz do poste o Edgar anunciou: “tá sujo, eu disse!”. Menos mal. Enquanto ele limpava, o Walter e o Eder tiravam fotos. Nei verificou seu tanque e descobriu que tinha pouca gasolina. Isbu pegou uma mangueira então e passou um litro da sua para a dele. Companheirismo do velhos amigos da zona leste de São Paulo. E demos boas risadas ali, por isso digo sempre: é na beira da estrada que você reconhece um scooterista!! 



E partimos noite adentro para Bragança Paulista. Much já tinha partido de lá. Devia estar uma hora na nossa frente. Fizemos um lanche com café, batemos um papo ali e nos despedimos do Eder, Edgar e do Walter (que seguiriam para o leste do Estado). Na Rod. Fernão Dias, de dentro do capacete Nei disse: “olha pra cima”. Eu olhei, sem entender muito bem. E novamente: “olha lá em cima”. Olhei de novo, procurando algo estranho, um avião caindo, um ovni. E nada. Aí o Nei disse: “olha quanta estrela”. Ri, e entendi. São Paulo tem um céu diferente de todos os outros céus do Brasil, e na capital mal temos estrelas, todas já caíram...

Na Fernão Dias a viagem se sucedeu tranquilamente, apesar do excesso de caminhões correndo contra o tempo, daquela gente às pressas para salvarem suas mães da forca. Findamos os últimos quilômetros em cinco Vespas: Isbu com Érica, Nei, Rodrigo, Vitor e eu. Pela Dom Pedro I estava o Edgar, o Eder e o Walter. Na Rodovia dos Bandeirantes ainda estavam lá o seu Artur e o Lowercy/Alda com a PX200 quebrada. Problemas no conduíte. Tiveram que guinchar a motoneta até em casa. (Bem, eu soube disso mais tarde). Ao chegar na casa do Nei liguei pro pessoal para me certificar se estavam todos bem. E percebo viagem após viagem, comboio após comboio, que o que mais tem valido em todas as experiências, nem sempre é a novidade da vez, a receptividade, a diversão, os humores etc... de fato o mais importante continua sendo sempre o prazer de compartilhar dos caminhos. E quem não sente a natureza dessa satisfação já ficou na primeira curva. Esse é o espírito do scooterismo, sem distinções de idade, credo, classe, raça, sexo etc. Scooterismo é um estilo de vida, uma paixão arrebatadora, uma linguagem universal.

[*Essa viagem foi realizada em 16.Junho.2011, em 12 Vespas.
Foram cerca de 400 kms de viagem, em 14 horas fora de casa.
Relato por Marcio Fidelis

sábado, 2 de julho de 2011

Da Viagem ao Encontro Paulista de Águas de Lindóia #1

No último feriadão aconteceu o XVI Encontro Paulista de Autos Antigos de Águas de Lindóia, o maior encontro do gênero da América Latina. E meio que na última hora resolvemos formar um comboio para esse encontro, puxado dessa vez por Daniel Isbu e Érica, viajantes das estradas regionais. De imediato tratei com o Walter em Jacareí e com o Flavio em Campinas, que puxariam uma frente local. E assim se sucedeu uma das viagens mais legais de tantas que já realizamos.


Na quinta-feira de 23 de junho a partir das 7h o primeiro grupo se reuniu no Largo do Arouche, contando aqui o seu Artur, o Lowercy e a Alda, o Rodrigo Sonesso, o Vitor Hugo e eu, Fidelis. Mais dois vespistas, o Much e o Isbu, nos encontraria no Belenzinho. Conhecemos a família da Érica, que nos acompanharam na maior parte da viagem como carro de apoio. Liguei para o Nei, que apesar do atraso estava disposto a botar a sua PX na estrada depois de dois ou três anos. Decidiu então trocar a lâmpada da Vespa e correr ao nosso alcance na Rodovia Fernão Dias. E assim se sucedeu. (Mais tarde ele nos alcançaria). A Marginal Tietê estava abarrotada de veículos saindo pelo ladrão. Na pista o comboio adquiriu dois comportamentos. Em dados momentos agrupávamos à direita, fazendo de nós um enxame intransponível de sete Vespas imponentes. Em outras situações, o Daniel ou o seu Artur puxavam um pouco mais na frente, fazendo abrir o grupo pela extensão de 500 a 700 metros, aumentando a velocidade da tocada. Na primeira parada (do pedágio) acertamos isso. Pelo rádio contatei o Walter, que já nos esperava no cruzamento das Rodovias Fernão Dias com a Dom Pedro I, ao lado do Eder e do Edgar, todos vindo de Jacareí. O Flávio já estava a caminho. Faltava-nos ainda as notícias do Nei, no entanto faltava sinal de celular também. Esperanças de que estivesse em alto giro.

Seguimos viagem então, cortando lentamente os veículos parados no trânsito após o pedágio. Em cerca de meia hora chegaríamos ao local combinado, o cruzamento das rodovias, aonde reunimos. Ali nos aguardava os meliantes Flavio, Walter, Eder e Edgar. Apresentados os ainda desconhecidos, cumprimentados os amigos, puxamos em ritmo festivo o grupo por cerca de dez minutos até o primeiro posto avistado, afim de esperar pelo Nei. Mal havíamos encostado nas bombas e eis que chega a milhão o nosso amigo em sua PX200 guerreira. A frota estava completa, éramos 12 Vespas dominando a pista. O respeito dos caminhoneiros e motoristas nesse caso é muito maior. Éramos então: Artur, Fidelis, Lowercy e Alda, Flavio, Rodrigo, Vitor, Walter, Isbu & Érica, Much, Nei, Eder e Edgar.




Edgar, Much, Artur e Isbu

Abastecidos e hidratados tocamos adiante, na média dos 80km/h. Notadamente quase todos se vigiavam, primando pela proteção comum. Esse foi o procedimento de sucesso da ida. O sol se manifestava junto com o vento, tornando o passeio mais agradável ainda. De dentro dos carros as crianças acenavam, alguns tiravam fotos, e os motociclistas inevitavelmente buzinavam nas ultrapassagens. E a viagem seguiu tranquila. Passamos por dentro de Bragança Paulista até a saída pela Rod. Pedro Astenori Marigliani, caminho por Pinhalzinho e Socorro. Dali em diante a estrada se estreita e o comboio se aperta. Da garupa da PX do Isbu, a Érica fotografava as cenas rodoviárias. Nei fez o vídeo abaixo - "Scooteristas da Montanha" -, e o Walter esticava para aplicar seu método Vespaparazzi de flagrante rodoviário.


Durante a viagem recebi o chamado do Uitamar, que chegara cedo ao evento, aguardando-nos ansioso, mas dessa vez sem a sua Super Super 200. Entre Pinhalzinho e Socorro repassei-lhe pelo rádio a nossa posição. Mal sabia a gente que ele estava preparando um lugar especial para apartarmos as nossas Vespas, diante de um bar (com promoção garantida para scooteristas)... A cerca de 25kms de Águas de Lindóia fizemos a última parada, em tempo, pois ali não havia pista dupla, e nós literalmente estávamos criando um rabo de um quilômetro de engarrafamento de carros esportivos. No posto completamos tanques, fizemos fotos e trocamos as últimas informações, alertando a todos para a foto oficial da viagem a ser feita no portal de Águas de Lindóia. E com pista tranquila puxamos o grupo até o portal, quando já passava do meio-dia. Dali até o evento mal precisamos das quatro marchas. Emparelhamos nossas 12 Vespas na esquina da praça das exposições, no fervo, e ali elas ficariam, por cerca de três horas. Três minutos depois chegava o Uitamar, de motocicleta, (uma afronta à classe), só perdoado por tratar-se de um honorário herói da Scooteria Paulista no caminho do Curitiba em Vespa 2010... hehehehe. Com um local garantido para todas as Vespas, preferimos não tirá-las dali afim de tentar espaço diante do bar. Puro engano, mas na dúvida as vezes é melhor não arriscar o “melhor de três”. E enfim chegávamos ao evento, famintos e satisfeitos da viagem.