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terça-feira, 28 de junho de 2011

Scooteristas Paulistas em Poços de Caldas (MG) #2

Nossa primeira manhã no Estado de Minas Gerais ainda renderia alguns causos. Conhecemos dois rapazes que diziam ter Vespa, e outro que tinha um tio... Bom será o dia em que tivermos amigos em 2 Tempos por lá. 


Passava das 8h da matina no apartamento da Cris e o pessoal já dava sinais de vida. O Much e o seu Artur estavam preocupados com nossas Vespas na rua ao lado pois ouviram, minutos antes, o som de uma Vespa acelerando na rua. Mais tarde compreendemos que algum vespista local deve ter procurado por nós na região, ou ainda, algum serviço de entrega à domicílio feito em Vespa, o que de fato existiu na cidade a até bem pouco tempo. Depois do café da manhã seguimos para o evento das motocicletas, aonde conheci o Ricardo Puppo, o idealizador do grupo e site Motos Clássicas 70. Ali também encontrei o J.R.Marmirolli, que vinha de Pedreira (SP) com duas Lambrettas para exposição no evento.



Conheci também o Zé Figueira e sua família, organizadores do encontro. Ao dizer a ele que era da Scooteria Paulista, ele imediatamente pediu para que seu filho preparasse o cadastro e seprarasse um souvenir de recordação. E abriu o convite à Scooteria para expormos nossas motonetas no próximo ano, todas dentro do recinto, isoladas para apreciação. De fato fiquei contente com o convite, mas não pude deixar de alertá-lo de que nós que rodamos com elas para todo canto não poderíamos trancá-la num evento por tantas horas ou dias. E do lado de fora do recinto, nossas motonetas já abrilhantavam o evento. Ali conheci também o proprietário das duas Vespas PX200 expostas no evento. Ele anda pouco, mas ainda assim costuma dar suas voltas pela cidade. O papo era bom, todos foram muito gentis conosco, porém chegava a hora de partir. Passava das 12h quando saimos dali, à espreita de algum posto de gasolina. Passamos batido pela placa da divisa SP-MG, e só dei conta disso quando chegamos em Águas da Prata. Novamente no Estado de São Paulo, por telefone pedi para que o Anderson atualizasse o Twitter repassando nossa posição em tempo real. Depois de vinte minutos na praça da cidade, esperando o seu Artur comprar condimentos para a esposa, partimos, rumo ao sul, numa tocada de 100km/h.

Rodados 50kms no ritmo dos 80km/h. Foi quando a Vespa do Much parou de funcionar. Ele e o seu Artur estavam 500 metros atrás dos outros. Encostamos à direita no alto da pista sem saber o que havia acontecido. Tentei ligar para os adiantados, mas não tive resposta. Então voltei para procurar pelos retardatários, voltei pela contra-mão da pista, no leito do acostamento, lentamente e com a seta ligada. Todavia eis que surge a dupla de zaga trazendo a bola: possibilidades da gasolina local ter sujado o giclé da PX do Much. Bom, dali em diante o problema não se repetiria e as motonetas rodariam normalmente.


Voávamos baixo, até o toque do seu Artur, quando reduzimos para 80km/h. Pararíamos somente em Jaguariúna, quando abastecemos os humanos e as máquinas. Da janela notávamos um ritmo rodoviário mais intenso de carros e motos. E fazia um belo sol de outono, ainda que tímido, e tínhamos o vento a nosso favor, como observou o Koré. Ligamos nossas Vespas e apertamos o passo pela Rodovia Adhemar de Barros até a Dom Pedro I, que daria acesso para a Rodovia dos Bandeirantes. O vento frio naquele crepúsculo era navalhante. Daniel e Gisele encostaram a três quilômetros antes do posto de gasolina para se agasalharem. "Não dava mais para esperar". No posto seguinte nos despedimos do Sr.Artur, que tomaria o Rodoanel enquanto nós manteríamos a linha reta até a Marginal Tietê rumo à zona leste de São Paulo. Dali o Koré seguiria para a rodoviária para a rodoviária - buscar a Cris -, e o Daniel com a Gisele manteriam o ritmo rumo à Penha. Much e eu findaríamos a noite no café da Silvio Romero, no Tatuapé, esgotados de um fim de semana sem igual. Minutos depois por telefone o Sr.Artur disse a mim: "olha Fidelis, eu estava falando aqui com a minha esposa que a turma é muito legal, todo mundo é muito respeitoso, ninguém é de fazer zona, arrumar briga e falar palavrão... eu dormi muito bem, aquela mocinha a Cris foi muito gentil com a gente, e eu fico muito feliz com tudo isso...". Obrigado Seu Artur, essa também vai pro caderninho!!

Anfitriões Koré e Cris

7 comentários:

Anônimo disse...

Fotos 1 2 4 e 5 por Gisele Leiva e Daniel Turiani.
Fotos 3 6 e 7 por Marcio Fidelis.
Relato por Marcio Fidelis.

Leo_Dueñas disse...

Gostei da tocada a 80km/h do Seu Artur, essa é mais a minha praia. Aliás, do que me lembro do Curitiba em Vespa 2010, o ilustre veterano adicionou recentemente uma cor a mais em sua Vespa, bacana!

Saudações do Rio, scooteristas paulistas estradeiros.

Grande abraço,
Leo
http://motonetaseafins.blogspot.com/

Anderson disse...

Parabéns a todos os desbravadores!

Abraços
Anderson
http://lambrettabrasil.blogspot.com/

Anônimo disse...

ShoW de bola, Parabéns aos Scooteristas!

Abraço,

Rose

Anônimo disse...

Parabens a todos, mais uma bela viagem.

Pô e que bela vespa 2Tone, muito loka.

Esse é uma das minhas vontades quando tiver a minha vespa, ou então com o simbolo da TROJAN.

Abs.

Thiago

Anônimo disse...

Valeu a todos pelas felicitações.

Leo, bem reparado, o seu Artur adicionou mais uma cor, e voltou ao tradicional farol da PX, o retangular.

Thiago Bovver, uma Vespa da Trojan ia ficar style na banca, com o tradicional laranja e um alto-falante no baú rolando early reggae, ia matar a pau. chegarás lá, chegaremos lá.

abraços

Marcio Fidelis
Scooterismo Pitoresco à Moda Antiga

Anônimo disse...

Fidelis, nem preciso dizer o quanto a viagem foi legal - mesmo não tendo participado da ida e volta!
Quanto ao seu Artur, merece todo nosso respeito e admiração. Estive em Poços no último feriado e todos os amigos perguntaram de vocês e especialmente dele, o comentário geral era que ele era o "herói dos scooteristas"!
Beijos, Cris