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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Scooteristas Paulistas em Poços de Caldas (MG)

Nos dias 11 e 12 de Junho aconteceu o VIII Encontro e Exposição de Motos Clássicas e Antigas de Poços de Caldas (MG). Preparamos nossas Vespas e pegamos a estrada para o norte, dessa vez pela aventura de "esticar as rodas". Fomos em 6 Vespas: cinco PX200 e uma Originale 150. Na véspera passei na Free Willy e peguei algumas peças consignadas no apoio da loja à nossa viagem: cabos, velas, lâmpadas, amortecedor, câmaras de ar etc. (Dessa vez nada disso foi usado, mas por precaução as peças viajaram conosco).

Acordei no sábado às 5h e mandei uma mensagem-cuco para todos. O frio era de lascar. Abri a janela e a neblina invadiu o quarto como fumaça de incêndio. As 7h da manhã os primeiros chegariam no Largo do Arouche. E com muita luta contra o frio reunimos a guerreira frota, contando cinco Vespas, pois a sexta, campinense, nos esperaria na Anhanguera. Como o Koré costuma viajar (de ônibus e carro) regularmente até Poços de Caldas, naturalmente ele foi o guia. Todavia na saída do Arouche o nosso amigo nos levaria para a contra-mão da rota (fato que se repetiria comicamente durante a viagem por mais duas ou três vezes, mas longe de representar risco ou atraso). Tomei a frente até o final da Marginal Tietê, no primeiro posto da Rodovia Anhanguera, ponto estratégico para abastecimento, planejamento e café da manhã. Liguei para o Flavio e alertei-o de que o grupo poderia atrasar em meia hora. Na mesa do café conheci um pouco mais do passado do nosso veterano Artur Gildo, que me contou de um antigo romance de juventude vivido em Poços de Caldas, além de histórias dos caipiras e dos motociclistas de outras épocas. Abastecidos e alimentados, era hora de enrolar o cabo.


Furando a neblina por 50 kms, encontramos o sol "em pessoa" em Jundiaí. E na tocada de 80km/h chegaríamos numa hora ao encontro do último soldado que faltava ao front: Flavio e sua PX200. Ele nos aguardava na Rodovia Anhanguera, próximo à Campinas, e nos levaria para dentro da cidade. Abastecemos, compramos alguns mantimentos e seguimos viagem, preparados para o ritmo das rodovias paulistas. E em ritmo de aventura, sob um limpo céu de outono adentramos a Rod. Dr. Gov. Adhemar Pereira de Barros, depois do acesso pela Rod. Dom Pedro I. Na altura de Mogi Mirim paramos para completar os tanques e conferir alguns parafusos e encaixes sob o generoso sol de fim de outono no caminho manjado pelo Daniel e Sr.Artur. Os primeiros sotaques mineiros no local já anunciavam a chegada do "trem bão". E dali para cima cortamos uma extensa cena rural, em ritmo frenético, aonde tratores e cavalos beiravam o acostamento da BR 267.

Na fonte de Águas da Prata

Ao chegarmos em Águas da Prata (SP), a belíssima cidade afamada pelas suas fontes de água mineral nos presentearia com uma. Abastecemos num posto de bandeira branca, uma velha gafe que renderia tão logo uma perda de força na PX do Daniel e (mais tarde na do Much) nas inclinações. Sr.Artur contou-nos um dado curioso a respeito da região. Disse-nos ali mesmo, que estávamos pilotando sobre a maior reserva de bauxita do planeta, e que se todas as fontes do minério se extinguisse, aquela região supriria a Terra no mesmo ritmo de consumo por mais 500 anos. Nos tempos de caminhoneiro, nos idos dos anos 50 e 60, aquele era o trajeto do nosso veterano, que ainda nos contaria outras histórias nostálgicas que vivera e observara por lá.



E passava das 13h quando enfim chegávamos na fronteira SP-MG, aonde não podíamos deixar passar a foto oficial da viagem, diante do portal de Poços de Caldas. Dez minutos por ali e já estávamos novamente na estrada, aonde as primeiras casas e terrenos cercados anunciavam o aguardado perímetro urbano. Pilotamos por mais trinta ou quarenta minutos, ansiosos e gratificados por estarmos em novas terras pela segunda vez levando as placas de SP. Nos dirigimos direto para o apartamento da Cris, a namorada do Koré, que nos recebeu com toda a generosidade possível. Ali ficaríamos todos, unidos, realizados e bem-acomodados até o dia seguinte. E sem as bagagens guiamos para o objetivo segundo, o VIII Encontro e Exposição de Motos Clássicas e Antigas de Poços de Caldas (MG). Ao chegarmos subimos a calçada e paramos nossas seis Vespas diante do recinto de exposições, chamando para fora a atenção da maioria. O André, e outros amigos motociclistas do Koré e da Cris, nos trouxeram os cumprimentos mineiros com toda a simpatia, e nos convidaram para o aniversário de um membro do clube de autos antigos da cidade, com um churrasco festivo no maior bar roqueiro do pedaço, chamado Old Skull Garage Bar (conhecido como o Bar do Flavião). Batemos um olho por todo o evento e partimos esfomeados a procura de um bom prato. Tarde sem igual, aos pratos de baixo preço e muito gosto nos arredores do evento. Após a refeição nos despedimos do Flavio (o scooterista de Campinas), que teria que voltar naquela tarde pois tinha compromissos locais no dia seguinte. Adios amigo!!


Ligamos nossas Vespas, agora em cinco, e dobramos alguns quarteirões até o Old Skull Garage. Ao chegar fomos recebidos sob uma chuva de aplausos. Quase cem pessoas, a grande maioria motociclistas, abriram espaço, e sob aplausos gerais, adentramos o bar com os motores ligados. Muitos vieram falar conosco, surpresos com nossa façanha. (De fato o maior dos méritos sempre será do seu Artur a cada vez que estiver num comboio conosco). E sentimo-nos em casa, com boa música, cervejas variadas, churrasco, bom papo e para completar a recepção havia ali uma bela M3 figurando o mezanino do bar. Obrigado ao André e à turma do bar do Flavião pela hospitalidade ao nosso grupo. A “Poços de Caldas Blues" possivelmente fora a música da viagem para todos nós. (Essa foi a canção reproduzida por um conjunto local de blues rock de primeira, que se reunira para uma canja na festa.)


Lá pelas 20h o seu Artur já pescava no salão, o cansaço batia e o frio também. Na parede do bar deixamos nossas marcas à giz. Na saída o André encarecidamente pediu que ligássemos o motor para esfumaçarmos o bar com o sagrado aroma da fumaça do motor 2T. Pedido feito, sonho realizado. E subimos todos para o apartamento da Cris, o afamado Treme-Treme. O primeiro dia em Poços de Caldas se encerraria no trailer de lanches do próprio evento das motocicletas. Sim, aquele evento que o Marmirolli nos convidou para expor, e que esqueceria da gente. Bom, nos divertimos com a nossa própria companhia, e a noite ainda se prolongaria em Vespa pela cidade até as 3h da manhã, quando o Much e eu vivenciamos situações reveladoras de uma antiga hostilidade da juventude burguesa local com os paulistas. Enfim, nada que necessitasse o uso de outra postura da nossa parte. Dado irrelevante que rendera muita risada até a hora do sono bater... A turma no apartamento que o diga...

7 comentários:

Anônimo disse...

Fotos 1 2 8 9 e 10 de Gisele Leiva.
Fotos 3 4 5 e 6 de Marcio Fidelis.
Texto por Marcio Fidelis.

Anônimo disse...

Adorei o post, Fidelis! E o apê no "treme-treme" está sempre à disposição dos amigos scooterista.
Só um adendo, o bar que estávamos é o Old Skull Garage Bar (mais conhecido como Bar do Flavião), e não o Rota (esse é concorrente do Flavião)!
Beijos, Cris

Anônimo disse...

Ops,amigos "scooteristas"!!!

Anônimo disse...

Ah vou corrigir Cris, um rapaz dentro do bar me disse que o nome era Rota, certamente alguém adepto da concorrência então...kkkk. valeu cris, e obrigado por tudo!!!! família macarrone!! Marcio Fidelis

Daniel Turiani disse...

Viagem inesquecivel, daquelas que eu sempre busco para ter o que contar com orgulho aos meus netos!
Abraços aos meus amigos de estrada!

Kemely disse...

Adoremossss a visita de vcs aki em Poços!!!! Estamos esperando todosss no dia 06/08 para a grande festa dos anos 50/60!!!!
Abraços
Keke

Anônimo disse...

Só uma correção: Vocês citam no texto a BR 267 como sendo em Aguaí. Não existem estradas federais na região de Aguaí.