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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sobre Roubo de Vespa na "Cracolândia"



Nessa segunda-feira a TV Record apresentou uma matéria que chocou a classe motociclista e deverá chocar também a scooterista. Na última semana a tradicional loja de motos e scooters da Sta.Efigênia (Rua dos Gusmões) chamada Recar Motos foi saqueada durante uma madrugada por diversos trombadinhas viciados no crack. Dentre os objetos e veículos roubados havia uma Vespa Super 150. A câmera da Record flagrou o momento em que a Vespa estava sendo levada por um nóia (no vídeo acima veja na linha de 1 min 08 seg). Hoje (terça-feira) falei com o Zezé, o proprietário da oficina, que me disse que a Vespa já foi recuperada pela Polícia Militar, todavia três motos continuam desaparecidas. Pedimos para que todos fiquem atentos a elas, e caso percebam algo suspeito nas ruas, nas lojas, na vizinhança etc, verifique informações com a Recar Motos (pelo fone 11 3221-6559), conosco ou avise a polícia pelo 190. Os modelos são esses:

HONDA QA50, cor branca + HONDA CUB 90, cor branca com detalhes em vermelho (a que está no vídeo acima) + PEDALCAR MINI AUSTIN, cor preta (carrinho)

Como num filme do George Romero, a cidade de São Paulo está em alerta vermelho. Há mais de duas décadas presenciamos, dia-a-dia, o centro da maior cidade da América do Sul ser invadido, depreciado e assombrado por marginais, traficantes, imigrantes ilegais, putaria e por centenas de invasões a edifícios históricos. Como se não bastasse essa mão invisível dos predadores da cidade, nos deparamos com uma missão que já parece ser impossível: o crack, a mais maléfica das drogas da história moderna. Na Argentina o uso dessa droga vem sendo considerada uma epidemia. No Brasil o assunto ainda parece um tabu. Durante as madrugadas no centro, entre os arredores da Estação da Luz e a Avenida São João (incluindo a extensão do Minhocão), podemos contabilizar de 200 a cerca de 500 usuários de crack perambulando pelas ruas, viadutos, praças, entrando e saindo de prédios, de carros, de janelas e de buracos. Alguns feito zumbis, outros feito primatas. Um pouco disso se vê na matéria acima. Eu vi pessoalmente pois morei por ali há um ano e meio atrás. Eu me perguntava e pergunto: até quando o centro da cidade, as nossas origens, serão tratadas como quarto de dispensas? Como podemos aceitar passivamente que um pedaço da saudosa São Paulo seja apelidado de "cracolândia" com tamanha naturalidade? Em que momento perdemos o amor à cidade e nos fundimos com essa massa sem identidade e sem compromisso com o lugar? Quando foi que nos esquecemos de nós e daquilo que nossos veteranos idealizaram e construiram? Vejo que cada vez mais está nas nossas mãos a responsabilidade de se manifestar e mudar as coisas frente ao chamado Direitos Humanos, naquilo que também cabe tanto quanto a todos os cidadãos (sem distinção de credo, raça ou condição social): os Deveres Humanos. Façamos o que for preciso para nos sentirmos na nossa casa.

5 comentários:

Marcelo disse...

Desculpa o linguajar, mas puta que pariu. Que raiva!

Gustavo disse...

Não tem outro termo pra usar, tanto pro Estado que fecha os olhos pro problema, quanto pros noiados: filhos da puta!

Marcio Fidelis disse...

Concordo com os termos.

Leo_Dueñas disse...

Marcio, concordo com suas palavras, muito bem colocadas por sinal. É estarrecedor ver uma cidade com um orçamento de pequeno país, de vida tão intensa, deixar o legado de seu centro (negócios/cultura/história) aos mortos vivos viciados.

Toxicomania é doença e precisa ser tratada como todas as outras, questão de saúde pública. Algo que o Estado insiste em mirar de soslaio, omisso ao que é fato a olhos vistos. Quase que num patético e reacionário "deixe que morram por eles mesmos". Só que eles não somem, há um exército de cucas vazias aguardando o lugar do próximo moribundo.

Quinhentos zumbis não podem ser donos da alegria de se estar no centrão de Sampa. Eles são a total minoria, a quem isso interessa tanto afinal?

Abraço,
Leo

Anônimo disse...

Dá a impressão que "alguma visão imobiliária" queira desmotivar o comércio e forçar-nos a passar o ponto a preço de espelho.