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domingo, 30 de janeiro de 2011

São AniveSPaulo - Uma Homenagem ao Futebol Paulista

A concentração da terceira homenagem à cidade de São Paulo nesse ano foi no Estádio do Pacaembu. Ali atrasamos a nossa saída para as 9h40, visto que as 10h começaria o jogo entre Flamengo x Bahia, pela final da Copa São Paulo de Juniores. Apesar da grande quantidade de torcedores flamenguistas na região o nosso comboio esteve seguro.



Cheguei às 8h40, tendo deixado para trás o amigo Anderson Ballet com a Lambretta quebrada (mais o casal Daniel e Gisele que ficaram para ajudá-lo) na Avenida São João. Da esquina da Praça Charles Miller o Andrey sinalizava para onde havia instalado o comboio, na rua abaixo da banca da praça. Muitos se atrasaram, e como estávamos em uma situação segura naturalmente aguardamos por mais cerca de 15 motonetas que estavam a caminho. Duas Vespas não chegaram por motivos mecânicos, uma delas do nosso amigo carioca e anivespaulista Braga. Às 9h35 ligamos os motores e paramos a cidade. O Estádio do Pacaembu é um estádio municipal, e apesar de tecnicamente ser um espaço neutro, a sua identidade está mais relacionada com o time do Corinthians do que com qualquer outro. Próxima parada: Parque Antarctica.



Vinte minutos depois já estávamos no Parque Antarctica. Ao fundo se vê o Estádio Palestra Itália semi-demolido, para dar lugar ao Arena, um projeto motivado pela Copa do Mundo de 2014. Por aqui fizemos uma rápida parada, até porque essa é uma região predominantemente palestrina, os bares estavam abertos e uma torcida organizada andava por perto. Dica de um palestrino: "vamos embora". Um segundo desafio vencido. Próximo destino: FPF.



Então seguimos para a Federação Paulista de Futebol, aonde nos demoramos um pouco mais, quando pude entregar aos primeiros interessados a camiseta oficial do III São AniveSPaulo - que ainda pode ser adquirida junto do adesivo na Free Willy. Próximo destino: Morumbi.


Então começaríamos uma cruzada pela cidade. Uma verdadeira prova de fogo. Da FPF ao Morumbi fizemos quatro ou cinco paradas. Tivemos uma Lambretta com problemas, depois o comboio se dividiu em dois em meio tráfego urbano, e a dúvida sobre as ruas bloqueadas pela competição dos ciclistas só nos confundiu ainda mais. Sem contar o tráfego que pegamos no caminho da zona sul para a oeste. Nesse momento o palmeirense Tó assumiu a missão de puxar o comboio para a sua antigo bairro enquanto pudemos nos concentrar nos que haviam ficado para trás.

No Estádio do Morumbi sentimos o peso do dia. o calor. Chegamos por volta das 11h40, quando - usando uma expressão do Anderson - "havia um sol para cada pessoa". Um grande momento quando o tiozão da bicicleta adornada de Brasilsilsil ligou um Raul no alto-falante instalado a um toca-fitas: "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante / Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...". Nota 10 para a coreografia do comboio no semáforo. Próximo destino: Canindé.



A rota de Morumbi para o Canindé foi a mais longa e demorada. Entramos na Marginal Pinheiros, e nos posicionamos na última ou penúltima faixa da pista, conforme a situação pedia. Passava do meio-dia e o sol era escaldante. Alguns scooteristas pediram para parar para abastecer e tomar uma água. Essa sim foi a parada de recreação. Todos pudemos comer, usar banheiro, comprar reservas, cigarros, abastecer, repor óleo, calibrar etc. Então o percurso mais tenso se iniciaria num ritmo frenético pelas Marginais Pinheiros e Tietê, arrancando sorrisos e fotos dos passageiros dos carros, motos e pedestres. Pelo caminho uma Lambretta e duas Vespas apresentaram algum tipo de problema, e alguns ficaram para ajudá-los, especialmente o Reginaldo, a quem agradeço imensamente o apoio e o suporte nessa edição de fibra do São AniveSPaulo. 

Estávamos com dois terços da frota na entrada de visitantes do Estádio do Canindé. Era 13h15 e o calor já nos abatia. O cansaço se apresentava no rosto de alguns. Para outros, cansados ou não, a preocupação era com os que ficaram quebrados na Marginal Tietê. O Oliver se colocou na beira da pista, de onde fez guarita para sinalizar a nossa posição aos scooteristas que iam chegando pouco a pouco. Ali tardamos meia hora, e quando a maioria do pessoal chegou seguimos para a entrada do Estádio do Canindé, para uma foto oficial. Por pouco o Carlos Maverick nos colocaria para dentro do estádio, mas fomos barrados porque usávamos camisas de times adversários do clube. E por ali ficou a Super 150 do nosso amigo estreante Leonardo Russo, que não teve mais outra alternativa a não ser rebocá-la. Última parada: Javari.


A caminho da Mooca a ansiedade predominava entre todos nós. Já estávamos esgotados, havíamos rodados por seis horas, num total de 70 kms, uma viagem pela grande cidade. Sem dúvida o roteiro mais longo dos três já realizados, mas tinha de ser feito um dia. Cortamos parte do bairro do Brás, pedaço de origem do futebol brasileiro, graças ao pioneirismo de Charles Miller. Nesse momento o nosso amigo português e anivespaulista Afonso ficou sem gasolina. Sua Originale 150 precisou rodar com o afogador puxado durante todo o trajeto, elevando consideravelmente o consumo. E enfim lá chegamos, na Javari. Na esquina chamei o Anderson pelo rádio e repassei a nossa posição: "pode abrir o portão!!". Ele nos esperava no ponto final junto do China - que havia se perdido na Marginal -, o Poló e o Ambrósio - que vieram de um encontro de Carros Clássicos com suas respectivas Lambrettas Xispa e LD. Finalemente então invadimos o Estádio Conde Rodolfo Crespi, na famosa Javari. 

Fica aqui minhas sinceras considerações aos scooteristas do III São Anivespaulo, cuja maioria enfrentou o sol quente e mais tarde a tempestuosa chuva, tudo para homenagear São Paulo nos seus 457 anos de vida. Ficou óbvio para todos os que nos viram pelas ruas nesse dia que as Vespas e as Lambrettas também apresentam suas pompas à cidade que recebe e nutre a todos de braços abertos.

Além dos paulistanos outras cidades foram representadas nesse dia pelos vespistas viajantes de Campinas, São Bernardo, São José dos Campos e Cotia.

Times representados pelos brasões e camisetas: Juventus, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Portuguesa, Santos, Grêmio e Argentina.

Motonetas participantes: Lambrettas LI, LD, Cynthia e Xispa. Vespas PX200, Originale 150, LX150, P200E e Super 150.

3 comentários:

Scooteria Paulista disse...

Fotos 1 3 4 6 7 e 8 de Gisele Leiva e Daniel Turiani.
Fotos 2 e 5 e texto de Marcio Fidelis

Anderson disse...

Foi uma epopéia esse passeio. E o melhor ficou para o fim. Esfiha e breja gelada. Abraços

Marcio Fidelis disse...

De fato a cerveja era benta!!! A esfiha, uma óstia. A tarde na esfiharia valeu 1/3 do passeio todo, fácil. Voltei pra casa do China a noite embriagado e sem farol... queimou de novo...