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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

São AniveSPaulo - 100% Scooterista

O III São AniveSPaulo marcou a nossa homenagem ao futebol paulista. Apesar de ter sido o mais cansativo de todos os passeios que já realizamos numa só cidade, esse porém acentuou ainda mais o que é o scooterista e como ele segura a sua bronca.



Scooteristas pilotam pelas ruas, no sol ou na garoa. Desviam de retrovisores e enfrentam os corredores. Cruzam pontes em meio aos caminhões e cheiram a fumaça ao tardar do dia. Carregam ferramentas que nem sequer sabem usar, mas mantém um motorino impecável para o tráfego. Não basta duas rodas, um scooterista anda com três. Scooteristas não são motociclistas, não são scooteiros, não dependem de eventos e não se importam com os riscos. Consideram scooter somente a clássica e não se dobram pelas novidades da indústria. Scooteristas são nostálgicos e não vêem na motoneta um investimento, mas investem tudo o que podem nela. E com frequência estão nas ruas ou rodovias, quilometrando alto, tornando seus motorinos rudes e resistentes feito cavalos. Scooteristas são uma classe a parte, envelhecem jovens, rebeldes e cheios de classe. E isso não é regra ou código, é um comportamento que cresce naquele que é e não sabia. Sozinho ou acompanhado, um(a) scooterista faz apenas questão de ser 100% 2-Tempista. Esse São Anivespaulo foi sofrido, mas valeu cada gota.




São Paulo, 25 de janeiro de 2011

70 kms rodados / 6 horas de giro dentro da cidade de São Paulo.







Fotos de Marcel Araujo
Texto de Marcio Fidelis

3 comentários:

Scooteria Paulista disse...

Fotos de Marcel Araujo.
Texto de Marcio Fidelis.

Leo_Dueñas disse...

No meu caso sou um recém nascido confrade e carrego o termo clube no nome pela tradição que remonta às origens da scooter italiana, do imediato pós II G.M., talvez pregressa inclusive à cultura que envolve o que se chama de scooterismo. Ainda assim infalivelmente me identifico com toda a atividade da S.P. - a qual aplaudo de pé -; já tentei mas não consegui enxergar algo entre nós que demarque uma fronteira.

Independentemente de qual seja o batismo do grupo com quem se roda, o importante é vibrar com esse espírito, desbravar rotas por puro prazer e vivenciar a camaradagem sem limite de idade e/ou condições culturais e sociais. Enfim, unir nossas estradas, partilharmos o mesmo asfalto, pois, roncando o 2T somos muito mais do mesmo do que pontuais diferenças.

Que a saúde e os recursos materiais me permitam estar presente no IV São Anivespaulo, pois se há ainda uma linha que demarca dois territórios, quero transpô-la fumaceando sobre a minha motoneta clássica.

Saudações fraternais 101% scooteristas,
Leo

Anônimo disse...

Marcio, faço as minhas palavras iguais a do Leonardo do RJ, tambem acho que outros scooteristas do Brasil vá em nossa linha. Seu comentario entende que voce não precisa dos club e compadres somente o servem pra materia de seu blog. Pense bem o que isso vai repercutir. Favor mude logo seu foco antes que os teus seguidores te largem. Saudação de um vespista europeu que participou de várias eurovespas.