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domingo, 30 de janeiro de 2011

São AniveSPaulo - Uma Homenagem ao Futebol Paulista

A concentração da terceira homenagem à cidade de São Paulo nesse ano foi no Estádio do Pacaembu. Ali atrasamos a nossa saída para as 9h40, visto que as 10h começaria o jogo entre Flamengo x Bahia, pela final da Copa São Paulo de Juniores. Apesar da grande quantidade de torcedores flamenguistas na região o nosso comboio esteve seguro.



Cheguei às 8h40, tendo deixado para trás o amigo Anderson Ballet com a Lambretta quebrada (mais o casal Daniel e Gisele que ficaram para ajudá-lo) na Avenida São João. Da esquina da Praça Charles Miller o Andrey sinalizava para onde havia instalado o comboio, na rua abaixo da banca da praça. Muitos se atrasaram, e como estávamos em uma situação segura naturalmente aguardamos por mais cerca de 15 motonetas que estavam a caminho. Duas Vespas não chegaram por motivos mecânicos, uma delas do nosso amigo carioca e anivespaulista Braga. Às 9h35 ligamos os motores e paramos a cidade. O Estádio do Pacaembu é um estádio municipal, e apesar de tecnicamente ser um espaço neutro, a sua identidade está mais relacionada com o time do Corinthians do que com qualquer outro. Próxima parada: Parque Antarctica.



Vinte minutos depois já estávamos no Parque Antarctica. Ao fundo se vê o Estádio Palestra Itália semi-demolido, para dar lugar ao Arena, um projeto motivado pela Copa do Mundo de 2014. Por aqui fizemos uma rápida parada, até porque essa é uma região predominantemente palestrina, os bares estavam abertos e uma torcida organizada andava por perto. Dica de um palestrino: "vamos embora". Um segundo desafio vencido. Próximo destino: FPF.



Então seguimos para a Federação Paulista de Futebol, aonde nos demoramos um pouco mais, quando pude entregar aos primeiros interessados a camiseta oficial do III São AniveSPaulo - que ainda pode ser adquirida junto do adesivo na Free Willy. Próximo destino: Morumbi.


Então começaríamos uma cruzada pela cidade. Uma verdadeira prova de fogo. Da FPF ao Morumbi fizemos quatro ou cinco paradas. Tivemos uma Lambretta com problemas, depois o comboio se dividiu em dois em meio tráfego urbano, e a dúvida sobre as ruas bloqueadas pela competição dos ciclistas só nos confundiu ainda mais. Sem contar o tráfego que pegamos no caminho da zona sul para a oeste. Nesse momento o palmeirense Tó assumiu a missão de puxar o comboio para a sua antigo bairro enquanto pudemos nos concentrar nos que haviam ficado para trás.

No Estádio do Morumbi sentimos o peso do dia. o calor. Chegamos por volta das 11h40, quando - usando uma expressão do Anderson - "havia um sol para cada pessoa". Um grande momento quando o tiozão da bicicleta adornada de Brasilsilsil ligou um Raul no alto-falante instalado a um toca-fitas: "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante / Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...". Nota 10 para a coreografia do comboio no semáforo. Próximo destino: Canindé.



A rota de Morumbi para o Canindé foi a mais longa e demorada. Entramos na Marginal Pinheiros, e nos posicionamos na última ou penúltima faixa da pista, conforme a situação pedia. Passava do meio-dia e o sol era escaldante. Alguns scooteristas pediram para parar para abastecer e tomar uma água. Essa sim foi a parada de recreação. Todos pudemos comer, usar banheiro, comprar reservas, cigarros, abastecer, repor óleo, calibrar etc. Então o percurso mais tenso se iniciaria num ritmo frenético pelas Marginais Pinheiros e Tietê, arrancando sorrisos e fotos dos passageiros dos carros, motos e pedestres. Pelo caminho uma Lambretta e duas Vespas apresentaram algum tipo de problema, e alguns ficaram para ajudá-los, especialmente o Reginaldo, a quem agradeço imensamente o apoio e o suporte nessa edição de fibra do São AniveSPaulo. 

Estávamos com dois terços da frota na entrada de visitantes do Estádio do Canindé. Era 13h15 e o calor já nos abatia. O cansaço se apresentava no rosto de alguns. Para outros, cansados ou não, a preocupação era com os que ficaram quebrados na Marginal Tietê. O Oliver se colocou na beira da pista, de onde fez guarita para sinalizar a nossa posição aos scooteristas que iam chegando pouco a pouco. Ali tardamos meia hora, e quando a maioria do pessoal chegou seguimos para a entrada do Estádio do Canindé, para uma foto oficial. Por pouco o Carlos Maverick nos colocaria para dentro do estádio, mas fomos barrados porque usávamos camisas de times adversários do clube. E por ali ficou a Super 150 do nosso amigo estreante Leonardo Russo, que não teve mais outra alternativa a não ser rebocá-la. Última parada: Javari.


A caminho da Mooca a ansiedade predominava entre todos nós. Já estávamos esgotados, havíamos rodados por seis horas, num total de 70 kms, uma viagem pela grande cidade. Sem dúvida o roteiro mais longo dos três já realizados, mas tinha de ser feito um dia. Cortamos parte do bairro do Brás, pedaço de origem do futebol brasileiro, graças ao pioneirismo de Charles Miller. Nesse momento o nosso amigo português e anivespaulista Afonso ficou sem gasolina. Sua Originale 150 precisou rodar com o afogador puxado durante todo o trajeto, elevando consideravelmente o consumo. E enfim lá chegamos, na Javari. Na esquina chamei o Anderson pelo rádio e repassei a nossa posição: "pode abrir o portão!!". Ele nos esperava no ponto final junto do China - que havia se perdido na Marginal -, o Poló e o Ambrósio - que vieram de um encontro de Carros Clássicos com suas respectivas Lambrettas Xispa e LD. Finalemente então invadimos o Estádio Conde Rodolfo Crespi, na famosa Javari. 

Fica aqui minhas sinceras considerações aos scooteristas do III São Anivespaulo, cuja maioria enfrentou o sol quente e mais tarde a tempestuosa chuva, tudo para homenagear São Paulo nos seus 457 anos de vida. Ficou óbvio para todos os que nos viram pelas ruas nesse dia que as Vespas e as Lambrettas também apresentam suas pompas à cidade que recebe e nutre a todos de braços abertos.

Além dos paulistanos outras cidades foram representadas nesse dia pelos vespistas viajantes de Campinas, São Bernardo, São José dos Campos e Cotia.

Times representados pelos brasões e camisetas: Juventus, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Portuguesa, Santos, Grêmio e Argentina.

Motonetas participantes: Lambrettas LI, LD, Cynthia e Xispa. Vespas PX200, Originale 150, LX150, P200E e Super 150.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

São AniveSPaulo - 100% Scooterista

O III São AniveSPaulo marcou a nossa homenagem ao futebol paulista. Apesar de ter sido o mais cansativo de todos os passeios que já realizamos numa só cidade, esse porém acentuou ainda mais o que é o scooterista e como ele segura a sua bronca.



Scooteristas pilotam pelas ruas, no sol ou na garoa. Desviam de retrovisores e enfrentam os corredores. Cruzam pontes em meio aos caminhões e cheiram a fumaça ao tardar do dia. Carregam ferramentas que nem sequer sabem usar, mas mantém um motorino impecável para o tráfego. Não basta duas rodas, um scooterista anda com três. Scooteristas não são motociclistas, não são scooteiros, não dependem de eventos e não se importam com os riscos. Consideram scooter somente a clássica e não se dobram pelas novidades da indústria. Scooteristas são nostálgicos e não vêem na motoneta um investimento, mas investem tudo o que podem nela. E com frequência estão nas ruas ou rodovias, quilometrando alto, tornando seus motorinos rudes e resistentes feito cavalos. Scooteristas são uma classe a parte, envelhecem jovens, rebeldes e cheios de classe. E isso não é regra ou código, é um comportamento que cresce naquele que é e não sabia. Sozinho ou acompanhado, um(a) scooterista faz apenas questão de ser 100% 2-Tempista. Esse São Anivespaulo foi sofrido, mas valeu cada gota.




São Paulo, 25 de janeiro de 2011

70 kms rodados / 6 horas de giro dentro da cidade de São Paulo.







Fotos de Marcel Araujo
Texto de Marcio Fidelis

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

III São AniveSPaulo - Uma Prova de Fogo

O III São AniveSPaulo foi uma literal prova de fogo. Se no ano passado a chuva marcou a nossa homenagem à cidade, nesse ano o grande marco foi o sol quente. Saímos do Pacaembu em 47 motonetas dominando o tráfego da maior cidade do Brasil. Foram 6 horas de giro até a invasão do Estádio da Javari, mantendo um comboio fiel e resistente com cerca de 30 motonetas cercando o busto do Rei Pelé.


De maneira incomum cerca de sete motonetas apresentaram algum problema - com vela, platinado, pneu furado, mangueira de gasolina, carburador etc -, enquanto outras se perderam do comboio. E como o nosso princípio sempre foi o da união da classe, do espírito do verdadeiro scooterista, paramos para ajudar um a um quantas vezes foi preciso. E assim continuaremos fazendo!! Obrigado a todos os que tiveram alguma postura de coletividade. Especialmente ao Reginaldo, China, Anderson, Tó, Henrique, Andrey, Pudim, Marcelo D, Marcelo G, (e aqueles que esqueço agora mas) que ajudaram os amigos do III São Anivespaulo na concretização de mais essa homenagem da classe à nossa cidade. Nunca vi tantos carros e pedestres "flashando" o nosso comboio de motonetas. Parodiando um amigo replico: a motoneta é uma máquina de fazer sorrisos. Nessa semana subirei algumas fotos do pessoal.

Para os scooteristas do Estado de SP que quiserem receber notícias e manter contato, envie seu email para scooteriapaulista@gmail.com

Parabéns São Paulo. E Parabéns aos scooteristas do III São Anivespaulo!!!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

III São AniveSPaulo - O Dia da Nossa Cidade

III SÃO ANIVESPAULO

DATA: Terça-feira, 25.Janeiro.2011
CONCENTRAÇÃO: 8h30 na Praça Charles Miller (Em frente à banca da Praça, Estádio do Pacaembu)
SAÍDA: 9h (sem atrasos, pois as 10h acontecerá a final da Copa São Paulo de Juniores, e é prudente evitar a torcida dos clubes).
ROTEIRO: Pacaembu - Palestra Itália - FPF - Morumbi - Canindé - Javari.
Pedimos para que todos cheguem no Pacaembu às 8h30 vestindo uma camisa comum, sem alusões a nenhum time de futebol. Mas leve a camisa do seu time do baú da sua motoneta, pois na parada seguinte faremos o giro pelos estádios vestindo nossos mantos sagrados.
*Para maiores contatos etc: (12) 7815-6384 e Id Nextel: 96*92572


---------------------------SP--------------------------
APOIO: CLUBE ATLÉTICO JUVENTUS

O Juventus abrirá as portas do seu estádio na Rua Javari para as nossas Vespas e Lambrettas. Esse é um dos poucos estádios no Brasil que ainda mantém as suas características originais. Consideramos também que tanto o time do Juventus quanto a sua torcida ainda preserva elementos das tradições do paulistano clássico, dito isso, também o paulista, dado o fato que em diversas cidades do interior há sempre aquela simpatia pelo Moleque Travesso. Vale lembrar também que foi na Javari que Pelé marcou o gol mais bonito de sua carreira, em 1959.
Além da abertura do seu estádio, o Juventus também aprovou o uso da imagem do clube nos adesivos e nas camisetas oficiais da nossa homenagem à São Paulo. Portanto, venha prestigiar amistosamente a história do futebol paulista com muita fumaça de óleo 2T.
Camisetas P, M e G a venda por 25,00


A CAMISETA É OPCIONAL, VENHA COMO QUISER.
A MOTONETA É OBRIGATÓRIA, VENHA PILOTANDO A SUA.

SCOOTERIA PAULISTA
A Rede do Scooterista Clássico do Estado de São Paulo

------------------------- SP -----------------------
APOIO:

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Circuito das Motonetas de Interlagos 2011

Esse vídeo produzido pela scootergirl Rosa Freitag compartilha a intensidade que foi o nosso giro. Entramos na pista com cerca de trinta motonetas, e nessas quatro voltas realizamos um velho sonho de criança. 



Acesse também pelo: http://youtube.com/watch?v=xIT3-WY9qkc

Alguns depoimentos dos scooteristas presentes:

-“Você me fez chorar quando eu entrei na pista...” (Luciano PP);
-"Já tinha rodado em Interlagos em provas de ciclismo, mas andar lá de vespa e ainda ver o registro em fotos da bambina esfumaçando foi demais" (Antônio G.);
-"Foi sensacional, valeu a espera, foi uma oportunidade única!" (Rosa F.);
-"Foi phooooooda!" (Achmed);
-"Da hora, to até com saudades, quero de novo" (Reginaldo);
-"Este da foto sou eu erguendo o braço agradecendo a Deus pela oportunidade" (Luciano);
-"Um dia para ficar eternamente gravado em nossas mentes e corações!" (Cris Yumi);
-"Vocês sabem que não curto geralmente estes passeios, mas confesso...este em Interlagos foi demais, inesquecível. Muito obrigado por tudo e em especial por ter nos proporcionado este momento único." (Oliver);
-"Assim que entrei na pista, meus olhos se encheram de água...Confesso que só me dei conta do que fizemos quando no fim da noite, após deixar a minha Lambretta..." (Anderson Ballet);
-"A concentração no Arouche, a confraternização e as trocas de idéias ficaram acima de qualquer expectativa." (Marcio Fernandes);
-"Não só eu como a Cintia, que estava de garupa comigo, ficou sem palavras, e olha que foi o primeiro passeio dela em um evento como esse. Da minha parte confesso-lhes que fiquei bestaaaaaaaa!!" (Fabio Much);
-"Esperaria mais 7 horas" (Braga);
-"Esperaria mais 7 dias" (China);
-"Esperaria mais 7 anos" (Marcelo D);
-"Esperaria mais 7 vidas (heheh)" (M.Fidelis);
-"Eu esparia muito mais... só que levaria marmita...hehe (Luciano PP);
-"Parabéns a todos foi realmente um dia especial, desde o encontro no Arouche até marcar a pista de interlagos com a borracha dos pneus aro 10" (José R.Felix);
- "Ainda estou sem palavras pra descrever o que foi esse passeio em Interlagos... No domingo cheguei em casa e ainda sentia o cheiro do oleo 2T misturado com o cair da noite na pista." (Alex Petrillo);
-"Com muito barulho, adrenalina, e um sonho sendo realizado, alguns aproveitaram para acelerar, enquanto outros somente curtiram a oportunidade ímpar de 'esfumasar' no 'S' do Senna." Bruna Scavacini - site Damas Aladas);
-"Mais de 50 Vespas e Lambrettas alinhadas. O céu é quase isso. Hoje foi um dia inesquecível. A Scooteria Paulista é foda. Melhores pessoas." (Marcelo Druck).

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Considerações sobre os Scooteristas em Interlagos

No último domingo de 16 de janeiro tivemos e proporcionamos aos scooteristas paulistas o privilégio de pilotarem no consagrado Autódromo de Interlagos. Foram 4 voltas de pista livre, num total de 30kms percorridos. Gloriosos, inauguramos assim o ano de 2011, 20 anos depois daquela inesquecível vitória do Ayrton Senna em casa. O desafio do dia foi o próprio dia. Era quase 11h quando o comboio de 50 motonetas clássicas partiu do Largo do Arouche com destino à zona sul de São Paulo.




Entre a 23 de Maio e a Avenida Interlagos cerca de 5 motonetas apresentaram algum problema. Tudo foi resolvido pelas calçadas, com exceção de uma Lambretta LD, que parou de vez a 500 metros do Autódromo, levando o Geraldo e seu triciclo Lambretta ao socorro do senhor que não voltou. Em grande estilo entramos pelo portão principal, e muro adentro tivemos acesso total às arquibancadas e aos boxes das equipes de moto-velocidade. De imediato distribuímos as credenciais e os adesivos pelas mãos do Anderson Ballet, quem vem espontaneamente fortalecendo a administração da Scooteria ao lado dos amigos conhecidos no asfalto.





Nosso giro estava previsto para antes da largada das 500 Milhas - que se deu às 13h -, mas nesse ano a prova atrasou devido aos problemas internos, e também aos acidentes ocorridos com as motos durante as competições da manhã. Então uma longa jornada de espera atrás dos boxes começaria, e por 7 horas esperamos como crianças pelo término das 185 voltas da competição principal. Eu havia alertado a todos dessa pequena possibilidade (por email, na comunidade e pelo Twitter), mas sinceramente não acreditávamos mesmo nela. E a excessão virou regra. Por volta das 16h30 conseguimos, junto ao diretor do autódromo, o box 20, de onde pudemos curtir de perto o empenho das equipes de moto-velocidade e acompanhar o trabalho dos "homens grandes" - placas, bandeiras, rádios, mecânicos, médicos, administração, merchandising, troca de pilotos etc. Estávamos em cerca de 30 motonetas ainda, e quando passamos das 18h a impaciência foi batendo, junto ao cansaço geral, nervosismo, ansiedade e fome. A diretoria do evento especulava um horário-limite para o fim da prova que contradizia a previsão dos mecânicos das equipes. Passava das 19h quando o painel marcou 18 voltas para o fim. Foi uma eternidade. E como que renascidos e revigorados, esperamos ansiosos o aval do diretor da prova para a largada do CIRCUITO DAS MOTONETAS DE INTERLAGOS 2011...




Durante as 4 eternas voltas a alegria era geral e contagiante. Algo indescritível para a literatura scooterista. Todos alucinavam. Além das duas scootergirls presentes no evento (Rosa e Bruna), outras duas garotas trocaram de posição com seus namorados e assumiram o guidão das Vespas. Não entendi nada quando vi a Gisele freando com o Daniel Turiani na garupa hauahuaha. Um delírio coletivo!! Para mim, além do sucesso do passeio, o gratificante mesmo foi o sorriso estampado de orelha a orelha no rosto de todos. De fato Interlagos é mágico, o chão riscado da borracha dos pneus, a aerodinâmica entre as curvas e os desníveis do asfalto fazem de qualquer motor o melhor motor do mundo, e de qualquer piloto o mais arrojado. Para mim a imagem eterna desse passeio aconteceu na terceira volta, quando a última luz do dia havia se posto no horizonte, e sozinho com minha Originale 150, na escuridão da Reta Oposta, parei e tirei meu capacete para ouvir os motorinos zunirem como insetos, e em todos os pontos da pista que eu olhava havia um farol aceso em movimento, como vagalumes na alta noite. Como a gente consegue isso? Fica a máxima do nosso amigo Tiago Braga: "É que nós somos especiais".

Obrigado a todos os scooteristas presentes durante esse longo dia. Um abraço especial ao amigo Reginaldo e à Free Willy Moto Peças, que nos envolveu de cabeça nesse projeto, dividindo conosco a tarefa de gerenciar o sonho do scooterista paulista. Agora realizado! E que venha o III São AniveSPaulo - O Giro pelo Futebol Paulista (25.Janeiro, das 8h30 às 13h30).


Texto e fotos creditados na caixa de comentários.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Circuito das Motonetas de Interlagos #1

Domingo, 16 de janeiro de 2011. Saímos do Largo do Arouche às 11h com um comboio expressivo de 50 motonetas clássicas das mais diversas épocas. O nosso passeio pela pista de fato só aconteceu no pôr do sol de Interlagos, às 19h30, ainda entre trinta e tantas motonetas. Um giro que marcou as nossas vidas para sempre. Não há dinheiro que pague. Sem palavras...




Agradeço a todos pela fé na gente e no Circuito das Motonetas de Interlagos. Especialmente aos amigos Reginaldo Free Willy e ao Anderson Lambretta Brasil. Inauguramos o ano de 2011 com o pé direito... e com ele muito longe do freio. E que venha o próximo giro, o dos campeões jogando em casa: III São Anivespaulo - 25.Janeiro.2011 na capital.
SCOOTERIA PAULISTA
A Rede do Scooterista Clássico de SP

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Diego Escalona - Interlagos



Diego Moreno Escalona, um espanhol que virou lenda no motociclismo nacional. Em 1955, recém chegado em São Paulo, foi trabalhar, juntamente com seu pai, no início das instalações da Lambretta do Brasil, no bairro da Lapa. Em 1958 pai e filho instalam a oficina da família na Mooca, e no mesmo ano Diego se inicia nas competições de motociclismo. Nesse momento acontece um período de seca na classe motociclística devido ao encerramento das importações, abrindo assim espaço para as motonetas fabricadas aqui. Tais corridas passam a receber então o apoio direto da Lambretta do Brasil.


Dentre os mais diversos triunfos do espanhol apaulistanado, conta Ricardo Puppo que a sua maior proeza se deu no ano de 1960, quando naquele ano Diego Escalona venceu nada menos do que todas as corridas que participou, fato de eterno destaque na memória do Centauro Moto Clube, e registrado na primeira foto, da Lambretta Standard de número 4.

Nos anos seguintes Diego ganhou o título Paulista, foi bi-campeão dos 200 Quilômetros de Interlagos e o vitorioso das 6 Horas de Motonetas. Vide a segunda foto, feita em 1963.

"No ano de 1964, a Lambretta retira-se oficialmente das competições, e isso reflete no motociclsmo de maneira geral. As competições praticamente acabam! O motociclismo 'dorme' por quase 4 anos!" (Ricardo Puppo, motosclassicas70.com.br)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Vespanda - 3 Américas em Vespa



Na tarde de terça-feira do dia 04.janeiro.2011 o italiano Ilario Lavarra esteve comigo em São José dos Campos (SP). O milanês está realizando a proeza de cruzar toda a América de ponta a ponta - de norte a sul, e de leste a oeste - numa Vespa Sprint 1970. Isso. Para tanto ele fizera diversas adaptações, tais como o preparo do motor para 200cc e dois tanques de combustíveis extra, subindo a autonomia da Vespa para 17,5 litros. Até o momento ele havia rodado 45 mil quilômetros em sete meses. 

Estamos em contato desde o início da sua viagem, e como eu não poderia encontrá-lo na capital - pois trabalho no Vale do Paraíba durante a semana -, ele veio ao meu encontro em São José, subindo de Ubatuba para um almoço entre scooteristas. Parte de sua viagem está sendo registrada ocasionalmente em seu site: http://www.vespanda.com/ .

Além do italiano outro ilustre visitante de fora, dessa vez acidentalmente, o gaúcho Danilo, que subiu de Lambretta Li 1963 do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro para curtir o reveillon em alta quilometragem. Durante o retorno a sua Lambretta apresentou problemas na Rodovia Presidente Dutra - depois de Caçapava -, e ele foi forçado a encostá-la na oficina do Paulo por três dias, em São José dos Campos. Nos conhecemos por acaso quando eu já estava a caminho do encontro com o italiano. Na primeira foto: Fidelis, Danilo, Paulo e Ilario Lavarra na Rua Paraibuna.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

CIRCUITO DAS MOTONETAS - INTERLAGOS


Bem Vindo à temporada de giros de 2011! No dia 16/01/2011 será realizado as “500 Milhas de Interlagos”. E lá estaremos com nossos motores 2T. A “Centauro Moto Club” - 61 anos de tradição no motociclismo nacional - junto à sua produtora oficial nos convidam para participar das 500 Milhas no Autódromo Municipal José Carlos Pace, conhecido por Autódromo de Interlagos. Mesmo diante das grandes dificuldades que se apresentam em nível mundial eles não se deixam abater, tampouco deixam perder a importância histórica do evento. É mais uma demonstração da força do motociclismo, do scooterismo, e enfim, dos brasileiros que mostra a cada dia sua capacidade de realizar eventos.

Teremos no local várias atrações, com início às 08h da manhã. A principal das atrações será a corrida das 500 Milhas de Interlagos, com largada às 12h (meio-dia). Após o término da prova será realizado um Moto Passeio, aonde faremos o CIRCUITO DAS MOTONETAS - INTERLAGOS, dando-nos a oportunidade de acelerar e esfumaçar no autódromo oficial da Fórmula 1. (Avisando que não participaremos de uma corrida, é apenas a realização de um grande sonho de criança, o de pilotar nas famosas curvas do circuito de Interlagos). 

Prepare-se pois o dia 16 será o nosso grande dia! Haverá espaço coberto, banheiros, médicos e praça de alimentação. 

Saída: LARGO DO AROUCHE às 10h, São Paulo, região central. Na saída você receberá a credencial para participar e o adesivo acima.

Confirme sua presença no e-mail: contato@casadasvespas.com.br - pois as credenciais são limitadas. Mais informações pelo telefone (11) 3331-8899 c/ Reginaldo.

Realização: FREE WILLY MOTO PEÇAS e SCOOTERIA PAULISTA.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Festa de Santa Cruz (1969)



Em 1969 aconteceu em Brazópolis (MG) a festa de Santa Cruz. Um numeroso grupo de vespistas e lambrettistas de São José dos Campos (SP) cruzou o Estado para participar da celebração religiosa.


Foto do arquivo de D.Nilda Oliveira Reis.