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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

I Raduno da Primavera - A Volta #1


Depois dessa agradável tarde à beira-mar ligamos os motores rumo à grande São Paulo. Três ou quatro vespistas já estavam na estrada por causa de compromissos. A gente preferiu esperar pela sombra das 16h, quando satisfeitos tomamos o caminho da volta. Na primeira parada geral, ainda no Guarujá, a Vespa da Luciana apresentou alguma falha. De pronto ela sacou o que era: o giclê sujo. E sob olhares, palpites e uma mãozinha do Reginaldo na limpeza da micro-peça, a Vespa funcionou que foi uma beleza. Até aí parece simples, mas essa é a hora que entra a ciência sobre as coisas. Na foto acima o Reginaldo e a Luciana.


Retornamos para Cubatão pela Rodovia Piaçaguera-Guarujá, aonde finalizamos o desenho circular programado. Dali em diante teríamos uma longa subida em meio em meio a um intenso trânsito rodoviário. Foi aí que aconteceu o imprevisível. Dentro da cidade, a cinco minutos da rodovia, a Originale 150 do China parou de vez, havia quebrado a campana da embreagem, e por consequência a trava e a bucha. Foi uma tristeza que só. Passado os cinco minutos de lamentos todos se mobilizaram com o assunto. O seu Luis ligou para seu primo motoqueiro da região, eu liguei para algumas pessoas e impaciente desci o quarteirão a procura de um carro utilitário, o Andreas - esse sim surpreendeu a todos nós - parou todos os utilitários, micro-caminhões e kombis no semáforo. Alguns vespistas não puderam esperar e voltaram antes do resolvido. E por fim, depois de quase uma hora de mobilização, eis que o Andreas, conseguia uma Perua Kombi para levar a Vespa até São Paulo. Foi um grande festejo ali! Faltaria só um 'detalhe' o dinheiro que o China não tinha. Então o Cristian apresentou uma sugestão. Prático e urgente ele sintetizou a filosofia da Scooteria Paulista com o seguinte pensamento, que só não colocarei entre aspas porque não tenho com precisão as palavras que ele usou, mas: se aqui somos um grupo, e estamos juntos, nada mais justo do que racharmos esse carreto entre nós; poderia ter acontecido com a minha Lambretta ou com qualquer outra. Genial Cristian!!! De pronto cada proprietário(a) de motoneta sacou 15 reais para o chapéu; ou o que pôde. E assim cobrimos os custos e a alegria foi geral por duas vezes. China e Mari, que estavam chateados com o incidente, abriram um enorme sorriso e fizeram questão de agradecer a cada um de nós. Esse foi um momento sem igual.

(A algum tempo li insinuações comparativas de que São Paulo pecava em falta de união e organização. Sei que é difícil entender o acontece por aqui. Mas o fato é que a cultura scooter em SP é bastante expressiva, e os pilotos precisam ser verdadeiros para não caírem na peneira do tempo. Apesar disso não cobramos obrigações e presença de ninguém. No caso dos eventos só participa quem pode e quem quer, e aquele que não pode fará por onde no futuro. Porque o nosso tempo para as coisas é menor. Em média acordamos as 5h30 ou 6 da manhã e chegamos em casa depois das 20h, quando não depois das 22h. O nosso ritmo no dia-a-dia é maior, sobretudo nas ruas, no trânsito. Então se você observar a evolução do scooterismo em SP verá que hoje não visamos marketing de clube, de oficina nem de evento. Não é por dinheiro, status ou expansão. É um estilo de vida. Somente. É cultura scooter que se justifica na quilometragem).


O Raduno - termo usado entre italianos e espanhóis - foi para muitos de nós uma grande experiência sobre rodas. E esse post aqui é dedicado a todos os que colaboraram com o carreto do nosso amigo, em especial ao Cristian, ao Andreas, ao Marcelo, ao Edu e ao Reginaldo. Abaixo a foto da vaca: 150 reais.

5 comentários:

Scooteria Paulista disse...

Fotos e texto por Marcio Fidelis.

Gustavo disse...

Uma bela história...

Parabéns pelo companheirismo de todos.

Anderson disse...

Esse é o espirito da coisa. Cada um fazendo uma parte e ajudando o todo. Deveria ser assim em todas as coisas, mas como o dia-a-dia, as pessoas esquecem de pequenos detalhes. Mais uma vez, parabéns a todos!
Abracos
Anderson
http://lambrettabrasil.blogspot.com/

Andrey disse...

KKK Eu fiz 2 boas ações naquele dia... colaborei com a vaquinha do China p/ ele voltar de 1ª classe p/ SP (quem pode, pode!) e ajudei o carreteiro... ele disse... melhor eu subir e fazer carreto do que chegar em casa agora e aguentar a minha mulé em casa me apurrinhando... êhhh Brasil!

Leo_Dueñas disse...

Subida aventureira. Vespa apagando sempre dá um friozinho na barriga, mas de uma maneira ou de outra a coisa se resolve. Cooperar é tudo.

Abraço,
Leo