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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

I Raduno da Primavera - Fim


Reta final. Estávamos em cerca de dez motonetas, pois como relatei anteriormente, metade já tinha dado área no decorrer da tarde. Tenho a impressão de que a volta pra casa, apesar de cansativa, ou talvez por conta disso, é sempre mais heróica. A Kombi que levava o casal China & Mari com a Vespa dentro se apressou na Rodovia dos Imigrantes, e depois do perímetro urbano de Cubatão ninguém mais a viu. A fim de fazer uma foto deles estiquei o cabo e deitei o cabelo com a máquina na mão esquerda. Quinze minutos depois alcancei a Volks branca e bati a foto acima. A expressão da Mari quando me viu pela janela foi impagável. E abaixo o Reginaldo de calças curtas. Achei muita sacanagem ele passar a viagem toda mandando beijinhos para os rapazes, então fiz a foto pra Rose se ligar no que vem acontecendo e assim dar um basta nessa situação constrangedora kkkkkkk.




Durante a subida estávamos preocupados com as Lambrettas e com a Vespa M3. Na verdade elas trabalharam muito bem durante a viagem. Uma manteiga de motor! Paramos no acostamento por três ou quatro vezes, e próximo à Grande São Paulo encostamos novamente, num quiosque de pamonhas e derivados de milho. Nesse momento eu só enxergava um chuveiro de água quente e um prato de macarronada. O seu Luis e o Carlos Alberto com suas esposas já estavam bem à frente. Os motores reagiram bem, os scooteristas (e a scooterista) eram quilometrados(a) e sabiam andar em ritmo alto. A subida da Serra estava maravilhosa, e não havia chovido, como deu na previsão do tempo. 


Na altura do pedágio o trânsito havia fechado de vez. Já era noite quando completamos os últimos quilômetros da viagem em meio aos carros e motos que subiam do litoral. Ali nos dividimos pelos corredores, e não havia como todos se observarem. Lembro do Marcelo Canto num escuro de acostamento preocupado com o Edu Tiburtino. De repente passa a turma, sem festejos, compenetrados na pista. Eram quatro faixas de intenso tráfego noturno, e quem se arriscasse a levantar a viseira tomaria uma mosquitada no olho. Paramos por duas ou três vezes para identificar a posição dos outros. Vinte minutos depois meu celular tocou, era o Andreas: "a minha PX parou total, acho que é a elétrica, estou do lado da C&C". Avistamos ele e encostamos ali, o Daniel & Gisele, a Luciana e eu, naquele beco do perigo, a noite no subúrbio de Diadema. Pela descrição do Andreas arrisquei dizer que era a vela. Liguei para o Reginaldo e ele identificou o problema e a solução com precisão: a vela. Prevenido, o Daniel tinha uma B6ES reserva e deu ao nosso amigo. Funcionou no ato. E assim nos dividimos pela cidade, cada um para o seu destino. Quando cheguei em casa me certifiquei se estava tudo bem com os outros. A maioria já estava no chuveiro. Então fiz meu prato, comi como um rei e dormi como uma pedra. Missão cumprida. E o melhor de tudo? O orgulho inenarrável que ficou do grupo que compôs o I Raduno da Primavera, uma giro que promete marcar a evolução das coisas e das referências dos encontros de estradas regionais e estaduais.

Fotos e texto por Marcio Fidelis

2 comentários:

Scooteria Paulista disse...

Fotos e texto por Marcio Fidelis

Free Willy disse...

kkkkkkkk valeu Marcio, vou ficar esperta agora, kkkkkkkk