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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Destino São Paulo #1

Era segunda-feira 06 de Setembro, e passava das 16h. O frio com a garoa fina era castigante. No primeiro quilômetro de Regis Bittencourt, Uitamar e o Emerson encostaram para abastecer, e eu que esticava o cabo uma pouco a frente não percebi o sinal do Emerson, que completou com um simpático 'tchau' de longe. Logo adiante paguei o primeiro pedágio de toda a viagem até aqui, foi quando um caminhoneiro boa praça me avisou que vira duas Vespas paradas, e uma parecia apresentar defeitos. Decidi então encostar no próximo Posto e esperar.



Passava meia hora que eu aguardava por eles no Esso. Não tínhamos sinal do celular nem do rádio ali, e a essas alturas, sozinho e molhado batia aquela uma ponta de desamparo, um breve sentimento de que estamos sujeitos a tudo quando nos sujeitamos a tudo isso. Imaginava também em que altura da viagem estariam o seu Arthur, o Lovercy e a Alda. Fumava para aquecer, e bebia uma água a contra-gosto. Era mesmo pra passar o tempo e distrair o pensamento. Passava das 17h quando ouvi de longe o inigualável barulho de um motor de Vespa e o mais inigualável ainda, as centenas de buzinas da Vespa do Uitamar, eram eles, na pegada rodoviária. Grande festa. Vamos nessa!



A viagem estava deliciosa, estávamos em três Vespas, e em cima delas, três scooteristas quilometrados. Se na ida fizemos a média de 70 km/h, na volta subimos essa média para 100 km/h. A Vespa do Uitamar apresentava uma queda na potência, desde a saída de Morretes isso estava acontecendo. Já era tarde quando descobriu de que se tratava de um mal contato no terminal do CDI. A concentração era dobrada pois além dos fatores conhecidos de uma viagem normal, enfrentávamos nesse momento uma forte corrente de vento com garoa, frio, carros e caminhões carregados. Foi um 'momento particular do Curitiba em Vespa', até porque quando se trata de 'encontro de estradas', o encontro só termina quando acaba a sua  última estrada para casa.


Passava das 18h30 quando cruzamos a fronteira Paraná-São Paulo. Não me atentei à placa do Km Zero, só tive a impressão de que já estávamos em território paulista pelo visual do asfato remendado e pela trepidação da minha Vespa nos buracos rasos. A Vespa do Uitamar continuava apresentando queda de ritmo, e por conta disso paramos mais três ou quatro vezes.  

E enfim o primeiro 'descanso'! Encostamos por cerca de 40 minutos no posto à beira da Regis, no perímetro da cidade de Cajati (SP). Ali o Uitamar comprou de mim um kit de manoplas brancas da Vespa Super, o que pagou a gasolina da minha viagem, uma ajuda de coração da oficina Scooter Boys. Tomamos um vinho qualquer, acompanhado de alguns salgados da estufa. Emerson dormia sentado...

Um comentário:

Scooteria Paulista disse...

Fotos 1 6 e 7 de Emerson Mestrinelli
Fotos 2 3 4 e 5 de Marcio Fidelis