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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Destino Curitiba #2

Então depois de algum tempo eis que surge o nosso amigo Uitamar, derrapando na minha frente - quase me acertando as pernas. (Que susto!!)


Pela frente alguns buracos, tempo seco, sol e areia na pista. A viagem estava ótima a 90km/h pela Rodovia Nestor Fogaça. Depois de São Miguel Arcanjo fizemos a pausa geral. Era 11h30 e estávamos famintos e com o tanque baixo. Uma hora depois encaramos então a segunda melhor rodovia da viagem, a SP-127 (Prof.Francisco da Silva Pontes), um tapete duplicado. O sol do meio dia e trinta assava o Pirelli. Por sorte eu havia levado o protetor solar. Sorte maior seria ter encontrado uma cachoeira a beira-pista.


Esticamos o cabo e subimos a média. Foi quando saquei a máquina novamente para fazer fotos do grupo em movimento. Nisso perdi velocidade e um pouco de contato. Então exigi mais da minha 150cc para alcançá-los. Foi quando num movimento brusco a minha traseira puxou pra direita e a Vespa trepidou como como a um cavalo selvagem. Pisei no freio contando os segundos pra poder baixar de marcha, quando aí ouvi a roda bater no chão. A câmera de ar havia estourado em alto giro. Todos já estavam 500 metros à minha frente e não me viram encostar. Troquei o pneumático em 15 minutos, mas o pior foi desmontar todo o kit de viagem e as amarras das bagagens justo ali aonde se podia fritar um ovo. Estávamos a cerca de 25kms de Capão Bonito.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Destino Curitiba #1

Durante os próximos dias vou compartilhar com vocês a experiência da nossa viagem ao Curitiba em Vespa 2010, quando percorremos 1100kms num total de 3 dias. Pilotando fomos nós: Emerson Mestrinelli, Arthur Gildo, Marcio Fidelis, Lovercy & Alda (mais o Itamar, que se juntaria a nós pelo caminho).




Deixamos a Padaria do Estadão às 6h30 da manhã do sábado, entre o café e atrasos enquanto decidíamos por qual estrada viajar, pois o seu Arthur havia fechado o motor da sua PX200 na véspera, precisamente três horas antes. E por isso pediu-nos que optássemos pela Castelo Branco, um caminho mais longo todavia seguro e de relevo regular para um motor, digamos, quase novo. (Juntou-se a nós uma mobilete estilo chopper, com seu piloto Taboca, que iria arriscar tudo nessa viagem. O Lovercy apelidou a Moby de "Super 100", a super cem noção, da foto acima. Sem dúvida a sua presença nos deu confiança, pois entendemos que ainda somos meio normais. Sua mobilete estava com motor preparado, mas não tinha placa, também não tinha documentos, e seu segundo tanque era uma garrafa de Coca-Cola pet 2,5 litros adaptada... com um vazamento crônico pingando sobre o motor, tampado por um pano enrolado. Ele arriscaria tudo nessa viagem, inclusive a vida de todos hauahuaua... PS: Ressalto que o Taboca e sua Moby foi a única excessão aberta da SP, pois o nosso empenho é voltado à reunião somente de scooters clássicas. Ainda na saída de São Paulo a sua Moby apresentou problemas, e ele ficou). Seguimos então em quatro Vespas rumo à Sorocaba, aonde o Itamar se juntaria a nós com a sua "Super Super 200". Levava comigo, além de roupas e peças, um velho notebook, na intenção de informar ao leitor os dados sobre o evento em tempo real - puro engano! Quem num encontro desses encontra tempo de tratar fotos e escrever?
Afim de evitar atrasos dentro de Sorocaba avisei ao Itamar, que vinha de Americana (SP), para que nos encontrasse na Igreja Matriz de Salto de Pirapora, a cidade seguinte. Puro engano, pois acabamos cruzando Sorocaba por dentro para garantir combustível.



Passava das 8h30 quando entramos na Rodovia Raposo Tavares. Dali dobramos para a Rod João Leme dos Santos, aonde avisei ao Itamar via rádio para que nos encontrasse na saída de Salto de Pirapora sentido Pilar do Sul afim de ganharmos tempo. Puro engano, pois passamos no quarteirão de baixo da Igreja. Enfim, depois de duas ou três lombadas já estávamos novamente na estrada, e sem o Itamar. Passei o rádio pra ele ali no começo da Rod Pedro P de Melo: "Saimos de Pirapora, cadê você Itamar..." / "Estou aqui esperando, vocês devem ter passado por mim e não me viram..." / (Isso é impossível) "Então segue na rabeira que estamos chegando em Pilar do Sul". 



Chegamos no portal da pequena Pilar do Sul por volta das 10h, tentando algum sinal no Nextel para falar com o Uitamar, que devia estar perto. Ansiedade e preocupação fritavam no médio sol da manhã. Mas tudo fica bem quando estamos entre homens bons.


(Obs: o Marmirolli seguiu por outra rota com a sua Lambretta no carro e também participou do evento)

Fotos e Relato por Marcio Fidelis
Sábado, 04.Setembro.2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Estrada da Graciosa (PR)



Fiz esse vídeo de 6 minutos com uma máquina fotográfica na mão esquerda enquanto pilotava a Vespa com a direita. Daí a baixa qualidade do material. Mas deixo pra todos o registro do nosso último momento sobre rodas no Curitiba em Vespa 2010.

06.Setembro.2010, Morretes, 13h.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A Despedida



Adentramos a pequena Morretes de assalto, contagiando a todos os pedestres. Quando se trata de vespasseio o mais gratificante além do ato em si é quando as pessoas páram sua rotina para "ver a banda passar", e se debruçam nas janelas, saudam, acenam, buzinam, festejam etc. Isso acontece geralmente em pequenas cidades, e nos bairros mais tradicionais e pitorescos das metrópoles.



Guiados pelo Jack/Coca/Ito chegamos então ao último destino do passeio, o restaurante Madalosso, para degustar um típico prato local: o Barreado, junto a outros destilados...



Depois da confraternização à mesa, todos satisfeitos com o prato, e com o inesquecível passeio da manhã, chegaria o triste momento, a despedida. Ali do Madalosso o comboio se dividiu para estradas diferentes. Com aperto no coração findamos ali o CURITIBA EM VESPA 2010. E com a bênção de Deus partimos, deixando um rastro de fumaça no ar...




Nós de SP optamos por subir a Serra da Graciosa até a Régis Bittencourt, e na trilha da volta, sob a chuva nos acompanharam os amigos da foto abaixo: Rafael, Marcela, Jack, Irmãos Fumaça e Juan Montoya. Era 15h e o Seu Arthur, Lovercy & Alda (de SP) já estavam em território paulista. Nós dali partiríamos para mais uma longa, cansativa e abençoada viagem noite adentro pra casa: Itamar, Emerson e eu (Fidelis).



PS: Ainda no restaurante Madalosso, naquela hora da despedida dos grupos, fui abordado pela senhora esposa do londrinense seu Joel, que estava vislumbrada com as motonetas e queria puxar um papo. O seu marido, ali presente, fora lambretteiro por muitos anos durante a juventude, e carrega até hoje consigo uma porção de histórias pitorescas dessa época e duas fotos de quando namoravam de Lambretta, em 1958 (se não falha a memória). Pois é, o tempo passa mas a paixão fica, porque o nosso scooterismo é clássico.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Estrada da Graciosa #1

Segunda-feira, 6 de Setembro 2010. Era o dia de se despedir de Curitiba. Quantas saudades! Partimos na metade da manhã para a encantadora cidadezinha de Morretes. Metade dos scooteristas que participaram do grande encontro no dia anterior não puderam prestigiar esse turismo. Os catarinenses, assim como duas Vespas paulistas (Lovercy e Sr.Artur) pegaram a estrada de volta pra casa ainda cedo. Alguns curitibanos foram trabalhar pois a segunda-feira era somente a véspera do feriado. Estávamos então entre 20 e 25 Vespas e duas Lambrettas rebocadas. Nem o frio e a chuva puderam espantar os resistentes, que pelo visto prometem muito futuro para a cena nacional.



Em menos de uma hora chegamos no Portal da Estrada da Graciosa. Depois de uma pausa para concentração geral descemos a Graciosa beirando a mata, perfurando a neblina, e enfrentando um frio sem igual. Garoava, e a precaução era a máxima pois descíamos agrupados, e carregados com as bagagens de viagem num escorregadio e estreito chão de paralelepípedos. Um momento único!!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Curitiba em Vespa "Fest"




Os passeios seguiram pela tarde, e na metade dela nós paulistas ainda sentíamos o cansaço da longa viagem, e decidimos voltar ao hotel afim de segurar o fôlego para a confraternização a noite. Os sulistas, ao que sei, seguiram para o Jardim Botânico e no final da tarde se reuniram no Largo da Ordem, onde os encontramos novamente.


A confraternização foi no Espaço Cult, um bar novo de tendência retrô. E adentramos a noite regados a vinho, cerveja, luz baixa, scooters, música, vídeos, fumaça, debates e notas pessoais ao microfone. Uma grande celebração ao scooterismo. E sob o consenso dos representantes regionais, partiríamos de Curitiba com o próximo destino definido: RIO GRANDE DO SUL EM VESPA 2011. Preparem-se!!!

domingo, 19 de setembro de 2010

Parque Tanguá



No Parque Tanguá aconteceu a maior concentração dos scooteristas e scooters, um belíssimo lugar, como que um jardim suspenso sobre uma velha pedreira. Naturalmente o ponto alto do Curitiba em Vespa.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Nas Ruas de Curitiba #3








Depois da concentração no Centro Cívico e da visita ao Museu Oscar Niemeyer, seguimos para outro ponto histórico da cidade: Ópera do Arame / Pedreira Paulo Leminski (no Parque das Pedreiras). Ali nos demoramos pois a beleza local pedia. E itinerário seguiu seu destino: Parque Tanquá, Tingui, almoço em Santa Felicidade, Parque Barigui, Praça da Espanha e Jardim Botanico).

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Nas Ruas de Curitiba #1

Da concentração no Centro Cívico ao Museu Oscar Niemeyer foram 20 minutos de barulho e fumaça, arrancando risos de todos os pedestres e motoristas que passavam. Era a Curitiba mais bela que já vi.





segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Concentração

Concetração parcial dos scooteristas no Hotel Formule 1 (Curitiba). 8h30 do domingo dia 05.Setembro:
Concentração geral no Centro Cívico as 9h:
Um momento emocionante, quando mais de quarenta motores 2Tempos esfumacearam as proximidades do Centro/Zona Norte de Curitiba.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Considerações Sobre os Scooteristas no "Curitiba em Vespa 2010"

Todos chegaram em suas casas são e salvos: Velhas scooters e seus condutores. Estamos em estado de graça. O Curitiba em Vespa enfim aconteceu, e foi maravilhoso. Um inédito encontro de estradas que se tornou desde o início do ano um enorme desafio em diversos sentidos: o conceito, a divulgação, a organização dos comboios locais, e ao mesmo tempo, o preparo das Vespas para uma viagem nada fácil, sem contar os gastos financeiros. Para o Jack, Ito e Coca, os "da casa", a responsabilidade do itinerário e da programação do evento fora o desafio maior, que talvez possua tanto peso quanto a viagem que realizamos. E já adianto que o itinerário foi sensacional, do Centro Cívico à Morretes.

Esse foi e está sendo o ano em que o scooterismo brasileiro subiu de nível. Os pilotos e grupos se aproximaram, alguns talvez tenham mudado a sua maneira de pensar e certamente não se arrependeram. Ficou pra trás aquela velha imagem do domingueiro, do tiozinho que "tem uma vespinha", do rolê bairrista, do velho discurso: "Vespa é pra você curtir de vez em quando, ela não agüenta tanto". Quantas vezes eu ouvi isso até de quem tem uma... Hoje eu respondo: "a Vespa agüenta, quem não agüenta é a bunda (ou o bundão) em cima dela”.
Nós de SP quilometramos 1050 kms de estrada, e 150 kms no evento, em Curitiba e em Morretes. Os gaúchos fizeram mais asfalto ainda, pois cruzaram Santa Catarina até o Paraná, somando 1500 kms de rodovia. Os catarinenses fizeram questão de rebocar as suas belas Lambrettas para rodarem na estica em Curitiba. Um carioca guerreiro representou o seu estado numa PX curitibana. E os Curitibanos representaram a sua cidade com uma bela banca. E todos deram o seu melhor durante o ano, seja divulgando o evento, agitando a cena local, sugerindo idéias, criando materiais (como adesivos, faixas, bandeirolas, bottons, vídeos etc), ou seja preparando suas scooters para esse grande dia. Graças ao trabalho local, de pessoa por pessoa, o Curitiba em Vespa foi o sucesso que foi. Estava presente quase 50 scooters clássicas, quase que todos os modelos já lançados no Brasil. E elas todas rodando, na estica, fazendo muita fumaça e muito barulho por onde passava. Nesse momento ainda que eu tente lhes descrever como foi esse encontro, seria impossível dar conta, pois foram tantas as informações, as aventuras, as sensações, os fatos, as pessoas, os lugares, as provações, e a convivência, que toda a minha narrativa seria puramente emocional. Faço questão de apresentar-lhes essa fotografia com quase todos os scooteristas do evento pois o que mais contou aqui foi a atitude pessoal de fazer por onde para chegar lá.

Durante esse mês de setembro esse blog estará ‘fechado’ para as fotos e informações sobre esse encontro e a nossa viagem representando o Estado de São Paulo. Agradeço a todos que valorizaram e apoiaram o nosso primeiro grande encontro de estradas, principalmente as oficinas Free Willy e Scooterboys pela ajuda em espécie. Pela atitude e coragem parabenizo os paulistas Emerson, Itamar, Arthur Gildo, Lovercy & Alda, que encararam, ao meu lado os tabus das rodovias que pegamos. Deixo aqui um enorme abraço com as melhores recordações para:
Scooteria Paulista (SP)
Curitiba Vespa Lambretta Clube (PR)
Confraria Vespa Motor Clube (RS)
Vesbretta (RS)
Clube da Lambretta de Blumenau (SC)
Alucinados Por Lambretta (SC)
Blog Motonetas & Afins (RJ)
Blog Vespasur (Colômbia)
Broncos Rockabilly (PR)
E a todos os scooteristas que estando ou não vinculados a algum grupo ou clube, fizeram o possível e o impossível para participar do Curitiba em Vespa 2010.
Agora vou dormir o sono dos justos. E que venha o próximo desafio rodoviário.

Marcio Fidelis.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Os Paulistas em CWB



Estamos em Curitiba em seis velhas scooters. Somos (da esquerda): Itamar (Vespa Super), Marmirolli (Lambretta LI), Emerson (PX200), Lovercy & Alda (PX200), Fidelis (Originale 150) e o Seu Arthur Gildo (PX200), sem dúvida o mais veterano dos scooteristas do Brasil, quem nos apresentou aqui no evento o registro da sua primeira habilitação, feita em 1958, quando fora iniciado na Vespa M3 (zero quilômetro). 

Próximo destino: Morretes (PR)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

CHEGOU O DIA!! Curitiba em Vespa 2010



Chegou o grande dia, o Curitiba em Vespa 2010. Logo mais, às 5 da manhã estaremos de saída da capital paulista ao maior encontro de estradas já feito em anos no Brasil. Agradeço a força das oficinas Free Willy e Scooter Boys à Scooteria Paulista, representantes da bandeira das 13 listras no evento. Mandem boas vibrações a nós todos, pois enfrentaremos, até o dia 07 de setembro, os percaussos e toda a sorte de acontecimentos nos próximos 1200kms de contagem prevista.

Próxima parada: Piedade (SP).

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

VII Encontro de Lambrettas e Vespas de Jundiaí

A concentração no Largo do Arouche reuniu mais de trinta scooters clássicas, e outras desclassificadas de plástico. Nesse ano a estrada ficou mais interessante com a quantidade de motonetas personalizadas rodando nela. Creio que o encontro também, não procurei saber a respeito, mas gosto é gosto...








Parabenizo em especial o Clube da Lambretta de Jundiaí pelo empenho e pela persistência na produção de eventos para a classe. Eu só atentaria aos organizadores de encontros em geral se preocupassem um pouco mais em separarem as scooters clássicas dos outros veículos de duas rodas. Acho que todos ficariam mais contentes em ver, depois de uma longa viagem e de tantos preparativos, a sua italiana no meio da família. 

Fotos e texto: Fidelis