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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010

Pois é amigos, chegamos ao fim de 2010, um ano e tanto. Depois daquela retrospectiva na Lapa no último 19/12, registraremos aqui os melhores momentos desse ano que de fato foi próspero e farto para todos nós.

Inciamos o ano debaixo de chuva, homenageando a cidade São Paulo com o II São Anivespaulo, num giro entre o centro e as velhas ruas da Mooca. Nessa tarde dois scooteristas se conheceram e uniram forças para fundar uma oficina de personalizações de Vespas e Lambrettas, firmando em São Paulo uma subcultura agressiva e de muita classe surgida na Inglaterra nos anos 70 chamada Scooter Boys. A oficina hoje é nossa parceira direta ao lado da Free Willy.

Em 21 de abril fundamos a Scooteria Paulista, com a colaboração e o apoio de diversas pessoas que confiaram nesse inédito e ousado trabalho que me propus a realizar em nosso Estado. A inauguração reuniu 13 motonetas clássicas, dentre elas os modelos BR Tork, Xispa, PX200, Originale 150, Super 150 e M3, além de dois dos principais restauradores do Brasil. Uma tarde de desconfiança e espectativa, e que marcou o início de um conceito diferente sobre o scooterismo em SP.


Duas semanas depois fizemos entre amigos uma rápida visita ao Encontro de Lambrettas da Virada Cultural. À parte da exposição das quatro motonetas de época, expusemos as nossas scooters cheias de personalidade e alta quilometragem. Dali em diante já estava claro que nós seríamos uma 'encrenca' que tinha vindo pra ficar. hauahuahauha



No início de julho participamos do VII Encontro de Motos & Cia Classics, o maior encontro de motocicletas do Brasil, realizado no Pateo do Colégio, em São Paulo. Diversas motonetas de época se misturaram à paisagem das motocicletas de mais variadas épocas e estilos. O China e o Oliver, dois broncos da Z/L se recusaram a entrar na muvuca e nos convenceram a botar a banca do lado de fora, do outro lado da rua. O evento foi interessante e reuniu cerca de 60 motonetas em todo o dia.


Na semana seguinte participamos do Revolução Kustom, na Lapa, representando a oficina Scooterboys. Em meio aos Hot Rods, Rat Rods, clássicos, cultura custom e música rockabilly nos sentimos 'em casa' naquela tarde de outono.


O mês de julho estava a mil. Na metade do mês realizamos a nossa primeira viagem do ano, e dessa vez com novos personagens. Na manhã de domingo pegamos a estrada: Arthur Gildo, Alfredo, Celsinho (Salto), e eu (Fidelis), ao Encontro de Lambrettas, Vespas, Bicicletas e Carros Antigos de Jaguariúna. Foi em Jaguariúna que conhecemos o Uitamar, vindo de Americana, sujeito notável que se tornou um querido parceiro a partir de então.


Então no final de agosto puxamos uma turma das boas pela Anhanguera rumo ao VII Encontro de Lambrettas e Vespas de Jundiaí. O pioneiro desse comboio é o Reginaldo/Rose, e nesse ano somou-se ao grupo da Free Willy os amigos da Scooteria, da ScooterBoys e do 69 Vespa Clube. O evento foi bacana e reuniu cerca de 70 motonetas clássicas, o menor número em anos. Ainda assim não deixando de ser o maior encontro brasileiro da classe.


No início de setembro enfim partimos para o tão esperado Curitiba em Vespa 2010, um encontro que organizamos em rede entre diversos Estados, reunindo proprietários de motonetas e scooteristas de SP, RS, PR, SC e RJ, além de um colombiano. Em cinco Vespas contabilizamos um total de 1100kms em 3 dias, entre as viagens de ida, de volta, e o evento em si. A viagem de ida foi heróica, e teve amortecedor quebrado, pneus furados e viagem noturna, contabilizando o total de 16 horas de estrada, sem carro de apoio e sem frescuras de estrada. Esse foi o dia D do ano. Na foto: Uitamar, Marmirolli, Emerson, Lovercy/Alda, Fidelis e Arthur.


Era início de junho quando falei no Twitter da viagem de Juan Montoya nessa PX150 da RAF pela Sudamérica. No mês seguinte convidei-o a participar do Curitiba em Vespa. Nisso a sua viagem progredia: Bolívia, Paraguay, Chile, Argentina, Uruguay. Então ele veio com a difícil missão de cruzar o Brasil de sul a norte. Participou do Curitiba em Vespa e passou boas semanas depois por lá. Em São Paulo viveu por um mês e meio na verdadeira frênesi urbana conosco, com a ajuda da Scooteria, da Scooterboys e do curitibano Vitor, quem lhe deu pouso por esse tempo. Depois disso Juan seguiu para o Rio, aonde foi acolhido pelo vespista Leo Dueñas. E então subiu para Manaus, aonde bebera suas últimas horas de Brasil com um casal de amigos meus que atualmente vive lá. O Juan chegou bem, e a sua passagem também marcou o nosso ano por aqui.

No dia 21 de novembro realizamos ao lado da Free Willy o I Raduno da Primavera. O passeio foi incomum pelo seu purismo, pelo conceito e por agregar toda a sorte de pilotos. A grande marca do raduno foi o espírito de pertencimento e o Do It Yourself espontâneo e instintivo, nossa característica comum. O ápice disso tudo foi a travessia das 21 motonetas pela balsa Santos-Guarujá, apertando entre carros e motoboys os modelos PX200, Originale 150, M3 e duas Lambrettas LI (150cc e 175cc). Esse encontro de estradas reuniu scooteristas de São Paulo, São Bernardo, São Caetano, Santo André, Diadema, Cotia, São José dos Campos, Taboão da Serra, Santos e Guarujá.


E 2010 findou em Jundiaí novamente, com a tradicional despedida anual puxada pela Free Willy. Dessa vez no Spiandorello a bagunça foi das boas e tivemos ali uma dúzia de scooters clássicas, reunindo amigos de São Paulo, Cotia, Americana, Jundiaí, Salto e São José dos Campos.


É impossível descrever tantos detalhes, lugares, palavras, pessoas, o conhecimento compartilhado e o nível de amizade que construímos em 2010. A Scooteria Paulista se tornou com muito trabalho e humanismo uma divulgadora diária de cultura scooter, um memorial dos veteranos de SP e sobretudo uma rede que aproxima os verdadeiros scooteristas do Estado de São Paulo, aqueles que pilotam, que prestigiam a classe e a cultura scooter. Aqueles que têm nas motonetas e na bandeira das treze listras a sua identidade em comum. Parabéns a todos nós que aqui estivemos juntos em 2010.

A TODOS OS SCOOTERISTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO, E DE TODO O MUNDO, UM FELIZ ANO NOVO. QUE A MARCA DE 2011 SEJA A UNIÃO, A INFORMAÇÃO E O GIRO DOS VELOCÍMETROS.

(Marcio Fidelis ,30 de dezembro de 2010)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

II São AniveSPaulo 2010

Esse é o penúltimo registro do ano. Acho que vale a pena destacar esse encontro, o II São AniVesPaulo, porque esse foi um encontro de scooteristas de atitude. No início de 2010 vivíamos um momento de desconfiança. Lembro que alguns vespistas andavam de segunda. Alguns tinham medo de andar de Vespa durante a semana na cidade grande, muitos tinham medo de viajar com ela, alguns não queriam se envolver com nada nem ninguém mais e outros anunciavam a sua aposentadoria na classe. As justificativas em geral era: minha scooter está quebrada, está sem documentos, minha carta está irregular, vou trabalhar justo nesse dia, tenho compromisso familiar, tenho uma viagem marcada, eu não tenho mais idade pra isso. Enfim, muito disso era verdade sim, mas o fato é que nessa tarde do Dia de Homenagens à Cidade de São Paulo treze Vespas compareceram debaixo da garoa, entre os modelos PX200, Originale 150, LX150 e a marca indiana Bajaj Classic 150cc. Assim firmamos o São Anivespaulo como o vespasseio oficial da cidade.

Marcamos a concentração/saída às 13h da Praça da Sé. As 13h20 começou a garoar e em vinte minutos a garoa virou chuva. Por sorte havia ali um bar aberto. A chuva cessou somente às 15h, quando ligamos os motores. Descemos a Líbero Badaró, viramos no Viaduto do Chá e seguimos para a República. De lá subimos a Rua Augusta / Av.Consolação. Por ali nos demoramos pois tivemos um pneu furado, uma vela queimada e algum problema na Vespa do Adriano - não me recordo mais. Depois de resolvido imendamos direto para a Radial Leste e entramos na baixa Mooca, o tema do evento. Por ali percorremos diversos trechos da história da revolução operária que teve nesse bairro o símbolo da rebelião e resistência popular. Dentre os locais, as casas, galpões, ruas e vielas, beiramos a extinta fábrica da Antárctica, a Estação de Trem, a Lorenzetti, as avenidas Washington Luis e Paes de Barros, a Rua da Mooca, e a Javari (etc), aonde fizemos uma baderna das boas no estacionamento do Supermercado Extra, mais um dos empreendimentos da burguesia moderna que vem descaracterizando a identidade do bairro, e nesse caso trata-se de um prédio de rica história: a extinta tecelagem do Cotonifício Rodolfo Crespi. Então saimos pela tangente, e ali já valeu os aplausos da criançada na rua, uma imagem impagável. O passeio findou debaixo da garoa paulistana, na tradicional Esfiharia Juventus. E assim realizamos um evento que quase não aconteceu. Não por causa da chuva mas por conta de questões pessoais que eu atravessava no momento. E grande parte do meu estímulo foi encontrar novamente nas ruas scooteristas como eu. Pessoas que só tem as suas Vespas, em geral uma só, e se recusam a tomar ônibus ou metrô. Que pilotam na cidade do jeito que ela amanhece: sob chuva, tempo cinza ou sol. E assim começou o ano scooterista de 2010 em SP. Daí pra frente a chapa esquentou geral. O cartaz abaixo fiz às pressas seis dias antes do evento, refletindo a situação.

Então prepare-se para o III São AniveSPaulo. Esse é um evento que acontece debaixo de sol ou chuva. Mais informações: http://scooteriapaulista.blogspot.com/2010/12/iii-sao-anivespaulo-2011.html

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Passeio de Despedida 2010 - Jundiaí

Gostaria de começar o próximo ano contando novidades, então vamos terminando este apertando no blog os últimos registros de 2010. No dia 12/12/2010 nos reunimos no Spiandorello, em Jundiaí (SP), uma espécie de sítio-restaurante à moda antiga. Essa é uma despedida anual puxada pelos amigos da Free Willy Moto Peças. Como não lembro o nome de todos os que estão na foto, e para não fazer injustiça, deixo aqui o registro das cidades representadas por cerca de uma dúzia de Vespas e Lambrettas: São Paulo, Jundiaí, São José dos Campos, Americana e Salto.
DESEJO A TODOS OS SCOOTERISTAS UM FELIZ NATAL!!!
QUE O SENTIDO DE RECIPROCIDADE SEJA REAVALIADO NESSA DATA. E QUE DEUS ABENÇOE O NOSSO ASFALTO.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

III São Anivespaulo 2011



III São AniveSPaulo
'Um Giro Pela História do Futebol Paulista'


A Scooteria Paulista convoca a todos os pilotos e proprietários de Vespas e Lambrettas - ou outras motonetas clássicas - de SP para a terceira edição do São Anivespaulo. Nesse ano o tema será a rica história do futebol paulista, então sugerimos que todos vistam a camisa do seu time - seja ele qual for e de onde for - e venha rodar conosco. A camisa é sugestão, venha como quiser. Mas a motoneta é obrigação. Venha pilotando a sua.


Data: 25.Janeiro.2011
Concentração: 9 hs - Na Praça Charles Miller
(Pacaembu/Museu do Futebol)

Saída: 9h30
Roteiro: Cinco estádios, duas instituições do esporte e o bairro aonde tudo começou.
Destino: Adega do Porcaro às 13h.

Prepare a sua motoneta e separe a sua camisa 10.
São Anivespaulo: a homenagem do scooterista aos anos da cidade de São Paulo.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Retrospectiva Scooteristas Paulistas 2010

Na tarde de 21 de Abril de 2010 nasceu a Scooteria Paulista, no alto da Mooca, em São Paulo, mais precisamente na Rua Visconde de Inhomerim.



Desde esse dia muita coisa mudou por aqui. Os termos 'scooterismo' e 'scooterista' virou parte do vocabulário dos rueiros. Caiu por terra as distinções de idade, classe social e região. Aproximamos capital e interior. Compartilhamos informações diariamente. Divulgamos blogs, sites, clubes, eventos e oficinas. Divulgamos cultura scooter. Organizamos encontros. Chutamos alguns traseiros. Representamos São Paulo lá fora. Pilotamos diariamente. Fizemos amigos. Brindamos juntos e não caímos.


2010 foi um ano de glórias. E para falarmos disso à mesa, convocamos de última hora os amigos para uma rápida cerveja de retrospectiva que acontecerá nesse domingo dia 19.Dezembro às 15h. A sugestão do Andreas é o Bezerra Bar: http://barbezerra.com . Todo scooterista clássico é muito bem-vindo. Quem quiser e puder compareça nessa prosa.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

III Encontro de Motos Antigas e Lambrettas da Lapa






No mesmo dia do 'Raduno da Primavera' aconteceu em São Paulo o III Encontro de Motos Antigas e Lambrettas do Shopping Center Lapa, o qual fomos convidados pela diretoria do espaço. Os vespistas Diane e Caetano então se deslocaram até lá e fizeram o registro das motonetas presentes durante a rápida passagem do casal. Nas fotos temos três Lambrettas - MS, LD e LI - e duas Vespas (PX200). O encontro foi organizado pelo Veterans Moto Clube do Brasil.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

I Raduno da Primavera - Fim


Reta final. Estávamos em cerca de dez motonetas, pois como relatei anteriormente, metade já tinha dado área no decorrer da tarde. Tenho a impressão de que a volta pra casa, apesar de cansativa, ou talvez por conta disso, é sempre mais heróica. A Kombi que levava o casal China & Mari com a Vespa dentro se apressou na Rodovia dos Imigrantes, e depois do perímetro urbano de Cubatão ninguém mais a viu. A fim de fazer uma foto deles estiquei o cabo e deitei o cabelo com a máquina na mão esquerda. Quinze minutos depois alcancei a Volks branca e bati a foto acima. A expressão da Mari quando me viu pela janela foi impagável. E abaixo o Reginaldo de calças curtas. Achei muita sacanagem ele passar a viagem toda mandando beijinhos para os rapazes, então fiz a foto pra Rose se ligar no que vem acontecendo e assim dar um basta nessa situação constrangedora kkkkkkk.




Durante a subida estávamos preocupados com as Lambrettas e com a Vespa M3. Na verdade elas trabalharam muito bem durante a viagem. Uma manteiga de motor! Paramos no acostamento por três ou quatro vezes, e próximo à Grande São Paulo encostamos novamente, num quiosque de pamonhas e derivados de milho. Nesse momento eu só enxergava um chuveiro de água quente e um prato de macarronada. O seu Luis e o Carlos Alberto com suas esposas já estavam bem à frente. Os motores reagiram bem, os scooteristas (e a scooterista) eram quilometrados(a) e sabiam andar em ritmo alto. A subida da Serra estava maravilhosa, e não havia chovido, como deu na previsão do tempo. 


Na altura do pedágio o trânsito havia fechado de vez. Já era noite quando completamos os últimos quilômetros da viagem em meio aos carros e motos que subiam do litoral. Ali nos dividimos pelos corredores, e não havia como todos se observarem. Lembro do Marcelo Canto num escuro de acostamento preocupado com o Edu Tiburtino. De repente passa a turma, sem festejos, compenetrados na pista. Eram quatro faixas de intenso tráfego noturno, e quem se arriscasse a levantar a viseira tomaria uma mosquitada no olho. Paramos por duas ou três vezes para identificar a posição dos outros. Vinte minutos depois meu celular tocou, era o Andreas: "a minha PX parou total, acho que é a elétrica, estou do lado da C&C". Avistamos ele e encostamos ali, o Daniel & Gisele, a Luciana e eu, naquele beco do perigo, a noite no subúrbio de Diadema. Pela descrição do Andreas arrisquei dizer que era a vela. Liguei para o Reginaldo e ele identificou o problema e a solução com precisão: a vela. Prevenido, o Daniel tinha uma B6ES reserva e deu ao nosso amigo. Funcionou no ato. E assim nos dividimos pela cidade, cada um para o seu destino. Quando cheguei em casa me certifiquei se estava tudo bem com os outros. A maioria já estava no chuveiro. Então fiz meu prato, comi como um rei e dormi como uma pedra. Missão cumprida. E o melhor de tudo? O orgulho inenarrável que ficou do grupo que compôs o I Raduno da Primavera, uma giro que promete marcar a evolução das coisas e das referências dos encontros de estradas regionais e estaduais.

Fotos e texto por Marcio Fidelis

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

I Raduno da Primavera - A Volta #1


Depois dessa agradável tarde à beira-mar ligamos os motores rumo à grande São Paulo. Três ou quatro vespistas já estavam na estrada por causa de compromissos. A gente preferiu esperar pela sombra das 16h, quando satisfeitos tomamos o caminho da volta. Na primeira parada geral, ainda no Guarujá, a Vespa da Luciana apresentou alguma falha. De pronto ela sacou o que era: o giclê sujo. E sob olhares, palpites e uma mãozinha do Reginaldo na limpeza da micro-peça, a Vespa funcionou que foi uma beleza. Até aí parece simples, mas essa é a hora que entra a ciência sobre as coisas. Na foto acima o Reginaldo e a Luciana.


Retornamos para Cubatão pela Rodovia Piaçaguera-Guarujá, aonde finalizamos o desenho circular programado. Dali em diante teríamos uma longa subida em meio em meio a um intenso trânsito rodoviário. Foi aí que aconteceu o imprevisível. Dentro da cidade, a cinco minutos da rodovia, a Originale 150 do China parou de vez, havia quebrado a campana da embreagem, e por consequência a trava e a bucha. Foi uma tristeza que só. Passado os cinco minutos de lamentos todos se mobilizaram com o assunto. O seu Luis ligou para seu primo motoqueiro da região, eu liguei para algumas pessoas e impaciente desci o quarteirão a procura de um carro utilitário, o Andreas - esse sim surpreendeu a todos nós - parou todos os utilitários, micro-caminhões e kombis no semáforo. Alguns vespistas não puderam esperar e voltaram antes do resolvido. E por fim, depois de quase uma hora de mobilização, eis que o Andreas, conseguia uma Perua Kombi para levar a Vespa até São Paulo. Foi um grande festejo ali! Faltaria só um 'detalhe' o dinheiro que o China não tinha. Então o Cristian apresentou uma sugestão. Prático e urgente ele sintetizou a filosofia da Scooteria Paulista com o seguinte pensamento, que só não colocarei entre aspas porque não tenho com precisão as palavras que ele usou, mas: se aqui somos um grupo, e estamos juntos, nada mais justo do que racharmos esse carreto entre nós; poderia ter acontecido com a minha Lambretta ou com qualquer outra. Genial Cristian!!! De pronto cada proprietário(a) de motoneta sacou 15 reais para o chapéu; ou o que pôde. E assim cobrimos os custos e a alegria foi geral por duas vezes. China e Mari, que estavam chateados com o incidente, abriram um enorme sorriso e fizeram questão de agradecer a cada um de nós. Esse foi um momento sem igual.

(A algum tempo li insinuações comparativas de que São Paulo pecava em falta de união e organização. Sei que é difícil entender o acontece por aqui. Mas o fato é que a cultura scooter em SP é bastante expressiva, e os pilotos precisam ser verdadeiros para não caírem na peneira do tempo. Apesar disso não cobramos obrigações e presença de ninguém. No caso dos eventos só participa quem pode e quem quer, e aquele que não pode fará por onde no futuro. Porque o nosso tempo para as coisas é menor. Em média acordamos as 5h30 ou 6 da manhã e chegamos em casa depois das 20h, quando não depois das 22h. O nosso ritmo no dia-a-dia é maior, sobretudo nas ruas, no trânsito. Então se você observar a evolução do scooterismo em SP verá que hoje não visamos marketing de clube, de oficina nem de evento. Não é por dinheiro, status ou expansão. É um estilo de vida. Somente. É cultura scooter que se justifica na quilometragem).


O Raduno - termo usado entre italianos e espanhóis - foi para muitos de nós uma grande experiência sobre rodas. E esse post aqui é dedicado a todos os que colaboraram com o carreto do nosso amigo, em especial ao Cristian, ao Andreas, ao Marcelo, ao Edu e ao Reginaldo. Abaixo a foto da vaca: 150 reais.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

I Raduno da Primavera - Guarujá (SP)


Descemos da balsa e já na primeira avenida do Guarujá decidimos seguir a recomendação do vespista praiano Mário Lebon e parar ali por perto mesmo, na afamada Praia do Tombo. Na foto acima o momento da chegada, quando emparelhamos três fileiras de motonetas no calçadão. Abaixo amigos e amigas à mesa, celebrando em dois quiosques vizinhos a maravilhosa primavera em 2 Tempos. E na sequência, mais abaixo, as velhas scooters estacionadas na viela em frente à praia, quando o proprietário da Vespa GT300 branca veio ao nosso encontro. E foi assim que o Guarujá também teve o seu representante no Raduno.





Fotos e texto por Fidelis

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

I Raduno da Primavera - Santos (SP)



Depois do desencontro nos reunimos novamente no canal 5 da orla de Santos. Ali é quase o fim do círculo turístico da cidade, da areia, e dos bares. Em quinze estaríamos na fila da balsa, um grande bolo de fumaça se erguia.



Abaixo o registro desse momento genuino de 'scooterismo marítimo', quando nos acotovelamos para fazer caber as cerca de vinte motonetas na travessia da balsa para o Guarujá.





"Nóis tamo entrando sem óleo nem creme
Precisando a gente se espreme"

Fotos por Fidelis

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

I Raduno da Primavera - São Vicente (SP)


Em frente à Ponte Pênsil dois vespistas locais esperavam pela gente. Também um fotógrafo de um jornal local. Mas só soubemos dele dois quilômetros adiante, quando já era tarde para ele e para a gente. Aconteceu que ele esperou por nós no lado oposto, sentido Praia Grande, um caminho que evitamos. "Eu vi mesmo um senhor com uma máquina na mão correndo atrás da gente...", comentário geral. A Ponte Pênsil foi inaugurada em 1914 e é a mais antiga do estilo no Brasil. Abaixo o Edu (M3) e o Marcelo Canto (Lambretta LI) fazendo fumaça na ponte.




Logo depois o Wagner e o André encostaram para verificar algo numa das PX200. Parei na sequência para ajudá-los, e foi quando perdemos de vista o grupo. Tudo ok! Mas nós três passaríamos os quase trinta minutos seguintes procurando pela turma em São Vicente e na orla de Santos, uma grande aventura ao lado de pai e filho, vespistas de Santo André (SP).

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

I Raduno da Primavera - Descendo a Serra #2


Em São Vicente fiquei um pouco surpreso com o ritmo dos carros e motos nas ruas. Antes de sairmos de São Paulo o Cristian já havia alertado que o litoral estaria cheio, pois um dia antes havia descido de carro até o Guarujá e no caminho enfrentou o velho conhecido congestionamento da baixada. Fato fora do comum porque tivemos dois feriados extensos no mesmo mês, e nesse fim de semana do raduno o terceiro feriado do mês caiu no sábado. Havia sentido para tanto 'turismo'? Mas o diferencial foi o calor que fez a partir da quinta-feira. Ali então quando o trânsito engarrafava nos espalhávamos pelos corredores em meio aos carros, dominando para não sermos engolidos. Um caos feito com elegância. Em dado momento paramos uma avenida de três pistas para que todos os scooteristas passassem em segurança. Na foto abaixo Andreas, Daniel/Gisele, Seu Arthur e Alex, que a alguns meses foi e voltou do Chile com essa Vespa PX200 cinza junto de outros vespistas paulistas.





Gostaria de fazer aqui um agradecimento especial ao Anderson (Lambretta Brasil) e ao seu pai Sidney pela cobertura e apoio no Raduno da Primavera. De fato o carro o tempo todo atrás do comboio nos deu segurança na retaguarda. Por isso faço novamente um apelo: quer nos acompanhar mas não tem ou não pode usar a sua motoneta clássica? Venha de carro! Assim desfrutamos da sua companhia enquanto você nos ajuda. 

Fotos e texto por M.Fidelis