segunda-feira, 18 de maio de 2015

SP SCOOTERFEST #4


Música alta e motoneta desligada. No primeiro sábado de junho o SP Scooterfest volta. Sediados no Caos em 2012, quando realizamos três edições com DJ's, shows e antiquário, agora a ideia é voltar com calma numa loja de discos legal, com cervejas especiais e alguma gastronomia. Os DJ's são respectivamente do ABC e Itatiba, e conhecem bem o que vão tocar.
Dia 06/06 a partir das 14h na Fatiado Discos e Cervejas Especiais.
Discotecagem 100% vinil:
Everton Mendes - Ritmos jamaicanos dos anos 60.
Rafael Piera - Ska second generation e Oi!
Lançamentos:
Calendário SP-2015 e Almanaque Motorino #6.
*Limite de 30 motonetas clássicas. Chegue cedo e desfrute. Termina as 19h.

Arte e foto por Fidelis

quinta-feira, 14 de maio de 2015

SCOOTERIA PAULISTA NA REVISTA INDICA MAIS

Entramos na Revista Indica Mais (#81, Março 2015), de Araraquara, na coluna da Michelle Zanin sobre moto-clubes e afins. E o porta-voz da vez foi o nosso vice-presidente Leonardo Russo. Para ler abra a imagem em outra página. 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

OS RACHAS NOTURNOS DOS ROMÂNTICOS DE CUBA (1963)

"Bons tempos aqueles velhos dias de 1963. Turma de Lambreteiros do Bar do Juá".


O registro e as palavras foram compartilhadas no Facebook pelo veterano e aventureiro incansável Diógenes Volta Feitosa, que conta: 

"Vamos então aos nomes dos "Romanticos de Cuba"... Digo românticos de Cuba porque todos eram aclamados como grandes pés de valsa. Os nomes, começado da esquerda para direira: Antônio Carlos Carvalho, (cristão novo) Luiz Antônio Calisto Marighetti, Diógenes, Rodolpho Sirchili, Francisco Sirchilli, Roberto Randi, Wagner Trivelatto, Amauri Simões Vaz, ao Robertinho (piloto agricola). 

Local: Via Anhanguera, próximo a Orlândia. Ano: 1965. Hora: Meia-noite. Esta era uma das muitas corridas de lambretas, a noite, acontecidas ao arrepio da lei pelas estradas da região. Além da saudade daqueles tempos, também tenho saudade de dois dos meus dedos da mão direita,dedos estes que foram arrancados quando do meu trabalho em um cilindro para misturar borracha. Bem, ainda bem que foram só dois dedos,pior seria se eu tivesse perdido a mão".

*E é para te lembrar que no dia 06 de junho acontece mais um Desafio de Motonetas no Autódromo de Araraquara, e pro povo da metrópole e o caminho é a Anhanguera (ou Bandeirantes). Siga o Motonetas Clássicas Campinas e Região e não se intimide em bater uma prosa.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

ALMANAQUE MOTORINO #6


Lançamento dia 06 de Junho em local a confirmar.

Pauta: Obscuras Scooters, Entrevista com o seu Artur, clubes latino-americanos, filme "En 79 días. Vuelta al mundo en Vespa", curiosidades da indústria, música e anunciantes de peso em um fanzine colecionável que nesse mês comemora seus dois anos de vida.

Anuncie sua marca, serviço ou motoneta e dê aquela força. Saiba pelo email: invespafidelis@gmail.com - Tudo é conversado.

E tire seu Maio para se organizar e fazer um pé de meia... uma temporada diferente vem aí.

sábado, 2 de maio de 2015

O ÚLTIMO SUSPIRO DA BRUMANA PUGLIESI #1

Compartilhamos com vocês essa imagem que estava guardada há uns anos em nosso arquivo esperando informações a respeito. Não sabemos qual foi a fonte e tampouco aonde foi divulgada e em que data. Especulamos que ela tenha sido impressa em 1980, quando a Lambretta fazia 25 anos de produção no Brasil. Nesse momento a mesma já passava pela terceira mão: a Brumana Pugliesi S.A., que teria sobrevivido de 1970 a 1982 em São Paulo, buscando se adaptar à expectativa da nova geração de motociclistas, que ano a ano era atraída pelos modelos japoneses de motocicletas de baixa cilindrada.

terça-feira, 28 de abril de 2015

O CLUBE DAS LAMBRETAS (São Paulo, Anos 50)

por Mario Lopomo

Na verdade esse clube não existiu oficialmente. Nunca teve ata, documentação, diretoria e outros que tais. O que tinha era um grupo de pessoas que adoravam andar motorizado.

Antes da febre das lambretas 1958, meu irmão José “doutor em motores” já era um motociclista. Desde que saiu da bicicleta e montou uma moto velha transformando-a numa de corrida. E quantas corridas loucas ele fez! Quando as Lambretas viraram realidade naquele maravilhoso ano de 1958, vindo em larga escala da Itália, eram todas em sua maioria do tipo Vespa. Ou seja: eram mais largas e tinha o motor coberto por lataria. Meu irmão deu preferência por uma Stand, ano 1957. A diferença é que a Lambreta Stand tinha o motor à vista, o acento do carona e o estepe junto ao baolete (caixa de ferramentas o objetos). Logo ele já deu sua nota. Desmontou a lambra, e mandou cromear as peças do motor que brilhava quando o sol estava posto. Seus amigos lambretistas eram: Nelson, Mario (seu Cunhado) e Carioca e Luiz Anim. Quando esse quinteto saia às ruas era um barulho só com escapamento boca larga sem silencioso. Não tinha tímpanos que agüentavam. Todos corriam e chegavam sempre juntos. Não havia favorito. Isso enquanto o Zé Lopomo não botasse a cabeça para funcionar. Um dia ele foi na Duque de Caxias e perguntou se eles tinham coroa de pinhão de corrida. E não é que tinha! Quem desenvolveu esse projeto foi o Láu, deu em consignação para saber se estava tudo certo com a peça. Realmente o negócio funcionou. Aí já começou a pintar o favorito. O desnível era tamanho, que quando o Zé dava poeira nos amigos, todos ficavam cabreiros. E como ele era mecânico, logo imaginavam que a máquina estava envenenada. Nelson que era seu co-cunhado e tinha mais liberdade com ele o chamou para uma conversa no tete a tete: - Olha aqui Zé, tem alguma coisa que você esta nos escondendo. Sua máquina esta envenenada e nós estamos em desvantagem.

- Bem, eu consegui uma coroa de pinhão especial. Se você quiser, eu coloco na sua também. Para ninguém ficar no prejú.

Todos ficaram sabendo do fato, e somente o Mario continuou como frango (gíria de medroso) no volante da Lambreta. O brilhareco dos quatro, já que Mario tinha ficado na categoria de frango, era tamanho que a estrada que eles pegavam para ir até Bragança e voltar, estava ficando curta com a lambras envenenadas. Meu irmão era relapso. Não tinha habilitação, a lambreta não tinha placa. Uma noite vindo pela avenida Brigadeiro Luiz Antonio, recebeu o sinal do guarda de trânsito para parar. Que parar nada. Rodas pra que te quero. Deu aquele pau na bichinha, e o guarda com uma moto grande e potente atrás. Só que a do guarda não tinha coroa de pinhão de corrida, mas mesmo assim a distância dele para meu irmão era de uns 10 metros. Quando terminou a Brigadeiro na rotatória do largo da Maná, Zé deitou a máquina fez o contorno do jeito que vinha. O guarda entrou direto pela praça dentro. Quando a moto do guarda estava virando de cabeça pro ar e voltando, ele estava já entrando na avenida Santo Amaro. Foi até em casa. Guardou a lambreta e voltou de ônibus descendo lá no largo da maná, para ver o estrago. Todos ficaram danificados. A moto e o guarda. 

Um dia apareceu na oficina do meu irmão, Rua Arandú, próximo ao córrego da Traição, uns caras da Vila Mariana. Todos cantando de galo em terreno alheio. 

- Por acaso é aqui que tem uns lambretistas metidos a besta, e que são os tais?
Zé Lopomo com aquele sorriso de Monalisa, ficou quieto. Quem falou alto foi o Nelson.

- Xará é aqui mesmo! Olha, eu escalo aquele ali para qualquer parada.
O cara no caso era meu irmão que sem falsa modéstia estava quietinho.
- Então vamos para uma parada. Quero ver se é bom mesmo - falou o gostoso da vila Mariana, de blusão de couro, topete, mascando chicle, dando uma de Elvis Presley.
Na corrida, que se repetiu por três vezes, eles perderam todas, e na poeira.
Quando se pensava que a coisa tinha acalmado, eis que um dia lá vem os caras de novo.
- Olha aqui, meus camaradas. Querem uma parada no nosso território?
- E onde é vosso território? - Perguntou Nelson.
- É no inicio da Domingos de Moraes. Linha reta, 100 metros e só na primeira marcha.

Zé olhou para Nelson e meneou a cabeça afirmativamente. Como a dizer vai que é mole.
Sabia ele que, com coroa de pinhão especial, o arranque da lambretta dele era bem maior. E com a distância inicial e só com a primeira marcha dificilmente seria pego. Nelson topou, e com grana alta. Era nada mais nada menos que 10 notas de 1000,00 aquelas alaranjadas, com a efígie de Cabral. 

Foi num domingo pela manhã, que quase não tinha ninguém para atrapalhar ou chamar o DST. Departamento de trânsito da época. Foi uma tremenda frescura antes de começar a corrida. Uma régua de dois metros e meio para fazer a linha demarcatória. Esquadro para que as rodas não ficassem uma em desvantagem da outra. Coisas de rir muito. Quando o árbitro deu o apito de partida, a lambreta do meu irmão já pulou rápida e tomou a frente com quase dois metros de vantagem, quase estouraram os motores com aquela força de primeira.

Conclusão: Mais uma vez eles perderam. E com a cara no chão tiveram o dissabor de ver Nelson devolvendo o dinheiro da aposta e ouvir: Toma essa merda. Enfia no rabo...
e-mail do autor: mlopomo@uol.com.br

quarta-feira, 22 de abril de 2015

MUITA AÇÃO COM A MINI-SAIA


Assim era anunciada a Lambretta MS (Mini-Saia) da indústria Pasco, em São Paulo no início dos anos 70, nos modelos de 150cc e 175cc, aludindo à versatilidade do veículo aos tempos modernos, destacando a performance e as mudanças nas saias, na largura, na dirigibilidade e no consumo. Um modelo genuinamente brasileiro.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

MÚSICA: MARZELA E SCOOTERIA PAULISTA - CLIPE OFICIAL

Durante o VII São Anivespaulo algumas câmeras circulavam pelas veias da grande frota anivespaulista. Era a Crasso Records e o conjunto Marzela captando imagens para um vídeo-clipe scooterista. Marzela é uma banda que muitos de nós gostamos, e vale constar também o seu baixista Rodrigo Sonnesso é sangue da casa. Muito obrigado outra vez a todos os participantes dessa histórica sétima edição. Dê o play: